Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O presidente do Paraguai, Federico Franco, descartou que pretenda recorrer ao Tribunal Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, para denunciar a suspensão do país do Mercosul. Além de provocar “alto custo”, uma decisão sobre o tema pode levar até 15 anos, explicou ele nesta quinta-feira (09/08).

Uma análise feita pelo Ministério das Relações Exteriores do Paraguai calculou que o custo estimado do processo seria de 50 mil dólares. No parecer, a informação é que o tempo para a ação impetrada pelo governo ser analisada pela Corte Internacional levará sete anos, além do período de encaminhamento e o prazo para a conclusão.

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Após análise do custo e tempo do processo, Federico Franco desistiu da possibilidade de recorrer ao Tribunal Internacional

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De acordo com Franco, o ideal, em meio à dificuldade em recorrer à Corte Internacional, é agir mostrando que o Paraguai é soberano e tem uma democracia constituída. Segundo ele, será feito um esforço conjunto de todos do governo para mostrar à comunidade internacional que a ordem democrática é respeitada no país.

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Paralelamente, o governo do Paraguai anunciou na quarta-feira (08/08) que pretende suspender a venda de energia excedente da Usina Hidrelétrica de Itaipu para o Brasil e a Argentina. A medida causou reações do governo brasileiro, que lembrou que há um acordo bilateral que tem de ser respeitado.

O Paraguai foi suspenso do Mercosul por decisão dos presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina) e José Pepe Mujica (Uruguai), em 29 de junho. A medida foi uma reação ao processo de impeachment a que foi submetido o então presidente paraguaio Fernando Lugo. Para Dilma, Cristina e Mujica, não foi dado o tempo para Lugo se defender, rompendo com a ordem democrática. A suspensão é válida até abril de 2013.

*Com informações da Ipparaguay agência pública de notícias do Paraguai

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