Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Atualizado às 20h36

No dia em que manifestantes e polícia cumprem uma espécie de “cessar-fogo” nos violentos protestos que têm atingido a capital da Ucrânia, o presidente do país, Viktor Yanukovich, pediu ao Parlamento que faça uma sessão extraordinária para discutir uma renúncia do governo – a principal demanda da oposição.

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De acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira (23/01) pelo presidente do Parlamento, Volodymyr Rybak, os deputados deverão se reunir no começo da próxima semana. Devem entrar em discussão, também, leis recentemente adotadas que, segundo a oposição e críticos na União Europeia, restringe a liberdade de expressão.

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Agência Efe

Manifestantes montaram barricadas em praça no centro de Kiev

Os opositores de Yanukovich ameaçavam um recrudescimento dos protestos caso não houvesse nenhum tipo de concessão por causa do presidente. Nesta quarta (22/01), cinco pessoas morreram após confronto com a polícia.

De acordo com a agência russa RT, Yanukovich e os três principais líderes de oposição concordaram nesta quinta em tentar acabar com os protestos violentos e com a libertação de manifestantes presos. Os oposicionistas, segundo a agência, ao comunicarem as resoluções da reunião com o chefe de governo, foram vaiados pela multidão e interrompidos aos gritos de “revolução” e “mentirosos”. 

“Tentativa de golpe”, diz primeiro-ministro

Para o primeiro-ministro da Ucrânia, Nikolai Azarov, também alvo dos protestos, as manifestações são uma “tentativa de golpe”. Ele está em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. O premiê também descartou a convocação de eleições antecipadas, como também quer a oposição.

Enquanto isso, primeiro-ministro do país classifica manifestações violentas como "tentativa de golpe de estado"

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Agência Efe

Protestos começaram após governo ucraniano se recusar a assinar acordo com União Europeia

“Há uma tentativa de golpe em curso e todos que a apoiam devem dizer abertamente ‘sim, nós somos a favor de suplantar um governo legítimo’ e não se esconder atrás de manifestantes pacíficos”, afirmou, segundo a agência russa Itar-Tass.

Yanukovich conversou por telefone na noite desta quinta com a chanceler alemã Angela Merkel, que já havia mostrado bastante irritação com o governo da Ucrânia após a promulgação da lei que, segundo opositores, restringe a liberdade de expressão. De acordo com Kiev, os líderes “abordaram assuntos relativos a uma saída pacífica para a crise política” e “vias para a estabilização da Ucrânia”.

Panorama

Desde novembro, a Ucrânia tem vivido uma onda de protestos depois que o governo Yanukovich se recusou a assinar um acordo com a União Europeia. Desde então, milhares de pessoas saem às ruas diariamente para criticar — e também apoiar, principalmente no começo dos protestos — a decisão do presidente. Yanukovich argumenta que o acordo proposto pelo bloco europeu criaria dificuldades para a parcela mais pobre da população de seu país.

Para tentar conter a crise, a Ucrânia assinou um acordo comercial com a Rússia em que Moscou autoriza o envio de US$ 15 bilhões (R$ 35 bilhões) à Ucrânia. A proximidade ou não do vizinho russo também é um elemento importante para a oposição ucraniana pró-UE e os manifestantes que tomaram as ruas de Kiev.

Agência Efe

Confrontos aconteceram nesta quinta-feira até a decretação de um “cessar-fogo”