Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Compartilhe:

O economista francês Thomas Piketty, autor do best-seller O capital no século XXI, esteve na quarta-feira (20/05) em Berlim, capital da Alemanha, onde aproveitou um evento literário para discursar sobre a questão do perdão europeu às dívidas públicas da Grécia.

Leia também:
Economista francês, Thomas Piketty vive dia de celebridade na USP

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Wikicommons

Piketty foi professor no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

Conhecido pelo debate da desigualdade de renda gerada pelo capital, o acadêmico recordou que, no passado, outros dois países europeus passaram por longos períodos de dívida: Inglaterra e Alemanha.

Cobertura especial Eleições 2026 Acompanhe

Segundo Piketty, a situação britânica no século XIX após as guerras napoleônicas e a condição alemã depois da Segunda Guerra Mundial levaram as dívidas públicas das nações a serem “mais elevadas do que as da Grécia de hoje”, em mais de 200% de seus PIBs (Produto Interno Bruto), respectivamente.

Para o economista francês, a Europa deveria se inspirar no exemplo do perdão dos Aliados à dívida alemã em 1953 para a anulação de grande parte da atual dívida de Atenas. “Foi uma coisa muito boa”, diz Piketty, citado pelo Le Monde. “Isto permitiu a reconstrução do país, que se tornou uma grande potência econômica mundial”.

'Por que não podemos fazer a mesma coisa com a Grécia hoje?', questiona o economista francês, autor de 'O Capital no século XXI'

NULL

NULL


Afundada em uma dívida de 185% de seu PIB em 2014, o governo grego – encabeçado pelo partido de esquerda Syriza — tem pagado em dia as parcelas de empréstimo de credores europeus, mas está cada dia mais sem liquidez.

Para solucionar essa crise temporariamente, Atenas pede a extensão de um acordo de crédito o mais rápido possível, embora adote um discurso de abandono à austeridade que, por sua vez, é criticado por instituições financeiras como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu).

“Por que não podemos fazer a mesma coisa com a Grécia hoje?”, questiona o economista francês. “Os jovens gregos devem estar mais em desvantagem e serem mais responsáveis pelos erros cometidos no passado do que os alemães em 1953? Por que recusar o que foi aceito pelos alemães?”.

Mais lidas