Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Ao menos duas pessoas morreram na cidade de Asadabad, no leste do Afeganistão, após membros do grupo islâmico Talibã abrirem fogo contra centenas de manifestantes que celebravam o dia da independência do país, comemorado nesta quinta-feira (19/08), com bandeiras nacionais. A informação foi confirmada pela emissora catari Al Jazeera.

Esse já é o segundo episódio de repressão a protestos contra o Talibã e a favor dos símbolos nacionais afegãos. Na última quarta (18/08), membros do grupo já haviam assassinado três pessoas que protestavam contra a substituição da bandeira do país pelo estandarte do Talibã em uma praça da cidade de Jalalabad.

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A cidade, que também fica no Afeganistão Oriental, voltou ser palco de tensões nesta quinta, durante manifestações pela independência nacional. Segundo a Al Jazeera, os talibãs abriram fogo contra pessoas que exibiam a bandeira do país, deixando dois feridos.

Na capital Cabul, cerca de 4,5 mil soldados norte-americanos controlam o aeroporto, mas todas as estradas que levam ao terminal estão sob comando do Talibã.

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Flickr/Chairman Joint Chiefs

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Caos no Afeganistão era inevitável, diz Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na noite desta quarta-feira (18/08), em entrevista à emissora ABC, que disse não ver como a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão não resultasse em “caos”.

Quando o Talibã tomou a capital do país no domingo (15/08), após controlar todo o território nacional em menos de 10 dias, afegãos e estrangeiros foram desesperados para o aeroporto Hamid Karzai. Lá, as pistas chegaram a ficar lotadas de pessoas, com alguns afegãos se agarrando aos trens de pouso das aeronaves norte-americanas para fugir. A mídia local fala em 12 mortes.

No início de julho, Biden antecipou a saída das tropas de 11 de setembro para 31 de agosto, colocando fim aos 20 anos de guerra no Afeganistão. No entanto, por conta da caótica saída dos cidadãos estrangeiros e de civis afegãos que ajudaram as potências ocidentais durante a invasão, agora esse prazo pode ser revisto.

*Com Ansa