Domingo, 7 de dezembro de 2025
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A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) traçou nesta sexta-feira (27) o desenho de uma estratégia regional de defesa e segurança, embora a presença de tropas norte-americanas em bases militares colombianas mantenha o temor em seus membros.

Segundo o chanceler equatoriano, Fander Falconí, a Unasul saiu fortalecida do encontro de Quito porque se trataram e pactuaram temas profundos e se adotaram decisões que beneficiarão a região.

No documento central aprovado no encontro se inclui o compromisso dos doze países para intercambiar informação sobre despesas, estratégias, manobras e a situação militar da região.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, também destacou os avanços registrados na reunião, embora indicasse que há assuntos que estão pendentes e que têm a ver com o temor que despertam sete bases militares colombianas cedidas aos Estados Unidos.

Para Maduro, há uma “estrutura central” que perfila a construção de uma doutrina de segurança e de paz para a América do Sul, com medidas de confiança e segurança, que aplainam o caminho para uma maior integração.

Ele disse ainda que a Venezuela espera decisões sobre algumas propostas, como a de declarar a região como “território de paz” e “livre de bases militares estrangeiras”.

Ausente



O governo da Colômbia reiterou mediante uma carta enviada à reunião de Unasul pelo chanceler do país, Jaime Bermúdez, um dos “grandes ausentes”, que o pacto militar de Bogotá com Washington se circunscreve, exclusivamente, ao combate ao narcotráfico e o terrorismo.

Além disso, Bermúdez pediu correspondência aos vizinhos e disse que os membros de Unasul deveriam dar transparência sobre “todos os casos relativos aos acordos de cooperação militar”, em referência aos que estabeleceram países como a Venezuela e Equador com a China, Rússia e o Irã, que também preocupam Bogotá.

Pendências



Apesar dos avanços, o tempo resultou curto para tratar outros assuntos que se tinham pendentes no seio do Conselho de Defesa da Unasul, como um pronunciamento do grupo frente à situação de Honduras, embora Falconí dissesse que nos próximos dias a União expressará sua posição.

Se prevê que esse anúncio ratifique a condenação da Unasul ao golpe de Estado em Honduras, identifique ao líder deposto, Manuel Zelaya, como presidente legítimo do país e se condene as eleições convocadas por iniciativa do líder golpista, Roberto Micheletti.

Também ficou pendente uma discussão sobre a situação de tensão entre Venezuela e Colômbia e se anunciou que a secretaria do grupo, nas mãos do Equador, administrará uma aproximação com as autoridades norte-americanas para falar, entre outras coisas, das bases militares colombianas.

A Unasul é integrada por Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colombia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Unasul chega a acordo sobre segurança, mas ainda teme bases colombianas

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