Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Após a morte do presidente Hugo Chávez, a Venezuela vai viver um processo “chavista que vai ser mantido por muito tempo”, algo “parecido” ao que aconteceu na Argentina após a morte de Juan Domingo Perón (1895-1974), disse nesta segunda-feira (11/03) o presidente uruguaio, José Mujica.

“Vamos assistir a um processo chavista sem Chávez” que vai se manter por “muito tempo”, porque essa corrente “tem uma gigantesca mística”, disse o chefe de Estado uruguaio em declarações exclusivas publicadas nesta segunda no site do jornal La República. Será “algo semelhante ao peronismo na Argentina”, comentou.

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Mujica, que acaba de retornar ao Uruguai após participar do velório de Chávez em Caracas, disse que “podem ser discutidos programas e ideias” do chavismo, “mas é muito difícil discutir a mística”.

O povo venezuelano “está comprometido” em defender o “enorme progresso social”, afirmou o chefe de Estado, ao ressaltar que na semana passada viu generais “chorando como crianças” e “milhares de pessoas esperando 14 horas na fila para se despedir por alguns segundos” do líder falecido.

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Presidente uruguaio afirmou nesta segunda-feira que Mercosul não será afetado com a morte do venezuelano

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Com relação ao Mercosul, bloco regional integrado por Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela, com o Paraguai atualmente suspenso por conta da destituição do presidente Fernando Lugo, Mujica disse “que não haverá mudanças fundamentais” após a morte de Chávez.

O governante uruguaio, cujo país exerce neste semestre a presidência pró témpore do bloco regional, disse que, além da Bolívia, “outros dois ou três países” pediram para entrar no Mercosul, apesar de não especificá-los.

No novo mundo de blocos “é preciso ser forte e os países mais débeis, têm que se juntar com os fortes porque não têm outro caminho”, afirmou.

Mujica, de 77 anos e que no passado foi líder do movimento guerrilheiro tupamaro, manteve uma amizade de anos com Chávez e durante sua gestão, iniciada em 2010, se reuniu com o líder venezuelano em várias ocasiões, tanto em Montevidéu como na Venezuela.

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