Hoje na História: 1830 - Vênus de Milo é encontrada na Grécia

Estátua de Vênus de Milo foi encontrada por camponês; acredita-se que Vênus, a deusa romana do amor, é, na verdade, Afrodite, deusa do amor grega

Atualizado em 09/08/2016 às 17h58

É encontrada em 10 de agosto de 1830 a estátua Vênus de Milo, a deusa do amor, sem braços. Ela estava nas Ilhas Cíclades, na Grécia. Com 202cm de altura, a estátua era maior que a média humana à época, o que sugeriu que tivesse sido uma deusa. Na verdade, a escultura é de origem grega, não romana, como é a deusa do amor Vênus. Poderia ser sua homóloga grega, Afrodite ou Anfitrite, a deusa do amor e padroeira dos homens do mar do lugar.


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Há o reconhecimento generalizado de que Vênus de Milo é de fato Afrodite, esculpida durante o final do período helenístico no estilo neoclássico conhecido (ou que conhecemos) no século XVIII. Afrodite é especificamente a deusa do amor romântico, a diferença do amor materno. Achada junto com a estátua Vênus de Milo havia uma mão segurando uma maçã. Imagina-se que Afrodite possa ter sido representada com esta maçã que lhe teria sido presenteada por Páris de Troia. O fato que Milos também significa maçã em grego empresta crédito a esta teoria.

A estátua de Vênus de Milo foi descoberta por um camponês. A venda das peças da estátua foi acertada por um oficial da Marinha francesa em nome do embaixador francês na Turquia. Trazida para a França, a escultura rapidamente se tornou famosa, em parte devido aos esforços promocionais do governo francês, que havia há pouco devolvido outra estátua de Vênus, saqueada durante as Guerras Napoleônicas, ao governo italiano.

 

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O escultor de Vênus de Milo pode ter sido o pouco conhecido Alexandros, filho de Menides. Existem apenas dois croquis da placa de inscrição que “misteriosamente” desapareceu quando apresentada ao rei Luis XVIII da França em 1821 como uma estátua do período clássico (480 a 400 a. C.). O rei mandou então expor a escultura no Louvre, onde se encontra até hoje.

Modernos estudiosos dataram a Vênus de Milo de algum momento entre 100 e 190 a. C., a partir do estilo, composição e tecnologia característicos. Os buracos encontrados na estátua são na realidade pontos de fixação para joias como braceletes e coroa.

Também, característica do tardio período helenístico de 150 a 50 a. C., eram a postura e a roupa drapejada da Vênus de Milo. Nova para aquele tempo era a técnica de trabalhar em blocos de mármore menores para depois montá-los quando a obra estava terminada. Os membros esquerdos e os pés também foram esculpidos separadamente. Encontrada em abundância na moderna cultura popular, o formato fisicamente deficiente de Vênus de Milo tornou-se emblemático da beleza do mundo antigo e da escultura clássica. 

O pesquisador Gregory Curtis, autor do livro Sem Braços: a História da Vênus de Milo, passou dois anos entre Paris e a ilha de Milo, na Grécia, em busca de todos os detalhes do paradeiro dos braços da estátua. "Um dos primeiros documentos que li dizia que os braços teriam sido arrancados durante uma batalha entre os moradores locais e marinheiros franceses", conta Curtis. "Não demorou muito para que descobrisse que as batalhas eram pura fantasia."

Para ele, a Vênus já estava sem braços quando foi encontrada. A explicação mais provável diz que um grupo de marinheiros franceses, cujo navio estava atracado no porto de Milo, uniu-se a camponeses locais em busca de restos arqueológicos nas ruínas de uma civilização antiga. Foi então que o camponês Yorgos desenterrou a estátua, separada em dois pedaços na altura da cintura, e já sem os braços. Um dos marinheiros, Olivier Voutier, percebeu que estava diante de algo excepcional e convenceu seu superior, o marquês de Rivière, a comprá-la. Depois de algumas idas e vindas, uma das esculturas mais famosas de todos os tempos foi negociada pelo valor de meia dúzia de cabras. A Vênus embarcou, aos pedaços, para Paris e foi remontada pelos restauradores do Museu do Louvre.

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