Mano Brown: 'Eu vi população virar as costas pra Dilma; enquanto favela faz silêncio, mídia manipula'

Em show no Rio de Janeiro, o rapper fez críticas à manipulação da mídia, em especial a rede Globo, que segundo ele, 'elege e derruba quem eles querem'. 'Vamos chapar de Jornal Nacional? Vamos chapar de Willian Bonner?'; assista

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi


Clique para acessar todas as matérias e artigos de Opera Mundi e Samuel sobre o processo de impeachment

Em um discurso histórico, feito durante um show na última quarta-feira (20) no Rio de Janeiro, o rapper Mano Brown, dos Racionais MC’s, afirmou que “fechou um ciclo” em sua vida e em sua carreira depois que viu “a população virar as costas para Dilma” e depois de constatar “o poder que a população tem num país de terceiro mundo”.

“Eu vi a população virar as costas para a Dilma. E eu vi o que é o poder da televisão em um país de terceiro mundo, o que é um país de terceiro mundo se informar. Onde a televisão elege e derruba quem eles querem. Aí eu falei: já que o povo escolheu isso, que assim seja. Daqui para frente, fechou um ciclo na minha carreira e na minha vida. Se o povo decidiu derrubar um governo, que assim seja. Daqui para frente, é cada um cada um. Não siga o Mano Brown que você pode tombar do precipício. Papo reto”, disse.

Flickr/CC/Black2Black

Brown é um dos nomes mais importantes do rap nacional

Em sua fala, Brown associou o fato de que boa parte da população apoia o impeachment da presidenta Dilma à manipulação midiática, em especial a exercida pela rede Globo – esta comparada por ela a uma droga.

“Em São Paulo, a maioria da população é de preto. E tá usando tudo isso de droga: cocaína, maconha, balinha, lança-perfume, novela da Globo, Jornal Nacional, todas as drogas possíveis. Vamos chapar? Vamos chapar de Rede Globo, de Jornal Nacional, vamos chapar de Willian Bonner”, ironizou.

 

Sociedade brasileira 'saberá impedir qualquer tipo de retrocesso', diz Dilma na ONU

Em show comemorativo do aniversário de Brasília, banda Nação Zumbi puxa coro de 'não vai ter golpe'; veja vídeo

'Maioria parlamentar não pode estar acima de votação cidadã', diz secretário-geral da Unasul

 

“Enquanto a favela faz silencio, a elite manipula (…) O dia que o povo se omitiu. O dia em que a favela ficou quieta e deixou eles tomarem o que a favela conquistou”, completou o rapper paulista.

Veja a íntegra de sua fala, registrada pelo jornalista André Caramante.

Publicado originalmente pela Revista Fórum


Outras Notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

O livro que você quer!

O livro que você quer!

A Editora Alameda selecionou 31 títulos especialmente para você, leitor de Opera Mundi. Alguns destaques: Vila Buarque, o caldo da regressão, de Marcos Gama; Autoritarismo e golpes na América Latina, de Pedro Estevam Serrano; Machado de Assis - a Poesia Completa; A formação do mercado de trabalho no Brasil, de Alexandre de Freitas Barbosa; Nós que amamos a revolução, de Américo Antunes; Jorge Amado na Hora da Guerra, de Benedito Veiga; Da Pizza ao Impeachment, de Roberto Grün; Tsimane, de Aline Vieira, e Casa da Vovó, de Marcelo Godoy. A lista é incrível, aproveite. Tem alguns descontos convidativos e o frete é grátis para todo o Brasil.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias

'The Post': a história não foi bem assim

Jornalista Ben H. Bagdikian, personagem coadjuvante em The Post, tem uma versão diferente da contada no filme; Bagdikian é autor do livro O Monopólio da Mídia, que será lançado em abril pela editora Veneta