Sexta-feira, 6 de março de 2026
APOIE
Menu

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, disse nesta semana que está se preparando para trocar os embaixadores do Brasil em pelo menos 15 países, com o objetivo de melhorar sua imagem pessoal no exterior, que, segundo ele, tem sido retratada de forma equivocada.

De acordo com o chefe de Estado, ele está sendo visto lá fora como “ditador, racista e homofóbico”, algo que, segundo ele, não refletiria a realidade. Para reverter essa situação, serão feitas alterações nas representações diplomáticas do Brasil em alguns dos principais países da geopolítica mundial.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Segundo o especialista em relações internacionais Guilherme Casarões, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é normal um governo alterar alguns aspectos do perfil da política externa do país, mas é pouco comum uma substituição tão rápida nos postos de embaixadores. Para ele, tudo indica que, ao promover essas mudanças, o atual presidente do Brasil queira quebrar uma prática, que já está em voga há muitos anos, de preencher esses cargos com diplomatas de carreira. Ele acredita que Bolsonaro tentará ocupar esses postos com figuras advindas do seu próprio grupo político.

“Em alguns casos, isso faz até sentido. Na maioria deles, eu diria que isso rompe com algo que o Itamaraty já considera até uma tradição diplomática, de se ter diplomatas de carreira, e somente de carreira, na chefia desses postos no exterior”, disse o professor em entrevista à Sputnik Brasil.

Mais lidas

Casarões argumenta que a atual administração em Brasília funciona com algum grau de imprevisibilidade, na qual nada deve ser considerado impossível. Uma das hipóteses levantadas recentemente que ele diz não descartar é a de o guru da família Bolsonaro, o ideólogo da direita Olavo de Carvalho, assumir a embaixada brasileira nos Estados Unidos. No entanto, para o especialista, essa situação, na verdade, acabaria enfraquecendo, de certa forma o poder de influência que o filósofo tem sobre o governo brasileiro.

“Eu acho que o Olavo está mais livre para expressar as suas opiniões, as suas posições, não estando vinculado diretamente ao governo. Talvez não fosse uma troca nem boa para ele nem boa para o governo Bolsonaro.”

Sobre a viagem programada do presidente do Brasil aos EUA, na próxima semana, o especialista afirma que essa visita tem um simbolismo muito central para o líder brasileiro, tanto na consolidação de uma agenda que já vem sendo implementada desde a transição quanto na chance de mostrá-lo como um verdadeiro estadista, já que, embora tenha ido a Davos, na Suíça, essa será sua primeira viagem bilateral.

“Então, é o momento do Bolsonaro estadista se revelar também. E isso vai ser muito importante para a credibilidade a ser construída desse novo governo.”

De acordo com o chefe de Estado, ele está sendo visto lá fora como “ditador, racista e homofóbico”, algo que, segundo o presidente, não refletiria a realidade

NULL

NULL