Terça-feira, 6 de outubro de 2026
Compartilhe:

Uma semana após o ataque surpresa do grupo Hamas, a reação por parte de Israel resultou na morte de mais de 700 crianças palestinas. Outras 2.450 ficaram feridas. Os dados foram informados pela porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) Sara Al Hattab, citando fontes locais, em entrevista à rede de televisão norte-americana CNN, neste sábado (14/10).

“De acordo com os últimos relatórios das autoridades de saúde e da imprensa local, pelo menos 2.215 palestinos foram mortos, incluindo mais de 700 crianças, e mais de 8.714 pessoas ficaram feridas, entre elas 2.450 crianças”, disse Hattab.  

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Também neste sábado, o exército israelense intensificou os ataques contra Gaza, após o término do prazo imposto por Tel Aviv para que a população deixasse suas casas. Apesar dos apelos da comunidade internacional sobre a impossibilidade de evacuação de civis palestinos, Israel ampliou a ofensiva desde às 16h local (10h de Brasília).   

Antes da intensificação dos ataques israelenses, nesta sexta-feira (13/10), a Unicef divulgou uma nota apelando para uma pausa humanitária imediata para possibilitar um acesso seguro de serviços para salvar crianças na Faixa de Gaza.

Apuração em tempo real Acompanhe os resultados

Dado foi informado em entrevista à rede de televisão CNN; outras 2.450 crianças palestinas ficaram feridas

“As crianças e as famílias em Gaza praticamente ficaram sem alimentos, água, eletricidade, medicamentos e acesso seguro aos hospitais, após dias de hostilidades e cortes em todas as rotas de abastecimento”, relata um trecho do comunicado.

Descrevendo o cenário de antes da intensificação dos ataques israelenses, o documento ainda destaca que “praticamente não há saída de Gaza para a população civil”, detalhando que “casas e infraestruturas críticas estão em ruínas” e que escolas e hospitais foram danificados pelas forças israelenses. O cenário, de acordo com a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), impossibilita a prestação de apoio às crianças. 

“Quando existe conflito em um país, as crianças são sempre as que pagam o preço mais pesado”, disse Ricardo Pires, porta-voz da Unicef, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo. “Quando casas começam a ser destruídas, elas veem o trauma de uma guerra que nem um adulto teria condições de lidar. Isso para uma criança define o desenvolvimento dela por décadas”, complementou.

Mais lidas