Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, negou neste domingo (27/03) que tenha defendido uma mudança de regime na Rússia.

Após voltar da Polônia, o mandatário americano foi a uma missa em Georgetown e, na saída, foi abordado por jornalistas. “Não”, respondeu Biden laconicamente ao ser questionado se defendia uma troca de governo no Kremlin.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Um dia antes, em discurso no Castelo Real de Varsóvia, o democrata havia dito que o presidente russo, Vladimir Putin, não deveria “continuar no poder”, declaração interpretada como um apoio a uma mudança de regime em Moscou.

A fala foi definida como “alarmante” pelo Kremlin e também provocou desmentidos por parte do governo dos Estados Unidos. “Esta é uma declaração que, claro, é alarmante. Continuaremos monitorando de perto as declarações do presidente dos EUA. Nós as registramos cuidadosamente e continuaremos a fazê-lo”, disse o porta-voz Dmitri Peskov a repórteres.

Mais lidas

“O presidente sublinhou simplesmente que Putin não pode ter o poder de fazer uma guerra ou uma agressão contra a Ucrânia ou qualquer outro país. Não temos uma estratégia para uma mudança de regime em Moscou”, garantiu o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, durante visita a Israel no domingo.

Além disso, o presidente da França, Emmanuel Macron, alertou para os riscos de uma “escalada verbal” com a Rússia – Biden também chamou Putin de “carniceiro” na Polônia -, enquanto a União Europeia afirmou que cabe aos russos decidir por quem serão governados.

Já o Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta segunda-feira (28/03) que o “diálogo e a negociação” são o “único modo correto de resolver a questão ucraniana”. “Aquilo que todas as partes devem fazer urgentemente é aliviar a situação, promover conversas e colocar fim à guerra, ao invés de intensificar os conflitos”, salientou a pasta.

Presidente dos EUA havia dito em Varsóvia que Putin 'não deveria continuar no poder', mas voltou atrás após repercussão negativa

Cameron Smith/Casa Branca

Biden disse que Putin não deveria ‘continuar no poder’, mas voltou atrás após repercussão