Na Dinamarca, Polônia e Reino Unido, começam a surgir declarações de políticos e partidos questionando a receptividade inicial obtida pelos refugiados ucranianos.
“Ser refugiado é temporário, então você tem que voltar e ajudar a construir sua terra natal quando tiver a oportunidade. Isso nos dá a oportunidade de ajudar outros refugiados”, disse a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, no Parlamento durante um debate.
O país escandinavo aprovou uma lei na semana passada que prevê que os refugiados ucranianos podem ficar no país por dois anos, trabalhar e ter acesso ao sistema de saúde e de educação. Os partidos de esquerda do país criticaram o fato de os refugiados sírios não terem direito aos mesmos benefícios.
Grupos de direitos humanos da Dinamarca também já afirmaram que os refugiados da Síria são obrigados a retornar ao seu país, ainda que a guerra civil síria não tenha acabado, e têm seus bens apreendidos. Mais de 6,8 milhões de refugiados tiveram que abandonar a Síria por conta dos confrontos no país.
De acordo com o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), 85% dos refugiados do mundo estão em países em desenvolvimento. O país que mais abriga refugiados no mundo é a Turquia, com 3,7 milhões de pessoas.
O prefeito da capital polonesa Varsóvia, Rafal Trzaskowski, disse em entrevista ao The Indian Express que a cidade, assim como seu país, atingiu sua capacidade máxima para receber refugiados e não pode abrigar mais pessoas.

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De acordo com o Acnur, 3.725.806 refugiados já deixaram a Ucrânia
“Para ilustrar a magnitude do problema, quando houve uma crise de refugiados no Mediterrâneo, 200.000 refugiados estavam cruzando para a Europa em um mês. E temos 300.000 em apenas uma cidade”, disse Trzaskowski.
Enquanto tenta impedir a entrada de refugiados da Síria e de outros lugares do mundo, a Polônia aprovou uma lei para dar aos ucranianos acesso a direitos educacionais e esquemas de bem-estar social pelos próximos 18 meses.
Uma lei em discussão no Parlamento britânico prevê uma pena mínima de quatro anos de prisão para quem entrar no país sem “documentos adequados”. A lei também pretende criar centros de processamento para refugiados fora do país e impedir crianças desacompanhadas de entrar no Reino Unido.
O governo do primeiro-ministro Boris Johnson afirma que o “Projeto de Lei de Nacionalidade e Fronteiras” tem como objetivo combater o tráfico de pessoas. A proposta de legislação foi proposta pela primeira vez em maio de 2021 e voltou a movimentar o Parlamento nos últimos dias.
De acordo com o Acnur, 3.725.806 refugiados já deixaram a Ucrânia. A maior parte destas pessoas, mais de 2,2 milhões, está na Polônia.