Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse nesta quarta-feira (16/11) que “não há indícios” de que a Rússia tenha conduzido um “ataque deliberado” contra a Polônia, onde duas pessoas morreram na explosão de um míssil na última terça (15/11).

A declaração chega em meio às crescentes suspeitas de que o projétil tenha sido lançado por sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia, empenhados em conter um bombardeio promovido por Moscou.

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“As investigações estão em curso, precisamos esperar seu resultado, mas não temos indícios de que as explosões sejam fruto de um ataque deliberado e não temos indícios de que a Rússia esteja preparando um ataque à Otan”, disse Stoltenberg.

Segundo o secretário-geral, análises preliminares apontam que o incidente foi provocado por um “míssil de defesa antiaérea ucraniano”. Ainda assim, o líder da Otan isentou Kiev de culpa.

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“Essa é a demonstração de que a guerra de Putin cria situações perigosas”, acrescentou Stoltenberg, que, por outro lado, descartou instituir uma zona de exclusão aérea sobre o território ucraniano.

Análises preliminares apontam que o incidente foi provocado por 'míssil de defesa antiaérea ucraniano', segundo o secretário-geral da aliança militar

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Moscou negou envolvimento na explosão que aconteceu nesta terça entre a Polônia e Ucrânia

O governo polonês chegou a dizer que o míssil tinha “fabricação russa”, porém o próprio presidente Andrzej Duda afirmou nesta quarta que “não há provas inequívocas” sobre a origem do projétil nem de que tenha sido um “ataque” ao país. “Foi provavelmente um incidente infeliz”, ressaltou.

Varsóvia também não ativou o artigo 4 do tratado da Otan, que diz que as partes se consultarão sempre que a integridade territorial de alguma delas estiver ameaçada. Já a Rússia alega que a explosão na Polônia foi uma “provocação” da Ucrânia. 

Mísseis na fronteira entre Polônia e Ucrânia

Dois mísseis explodiram na noite desta terça na região de Przewodow, na Polônia, perto da fronteira com a Ucrânia. O fato causou a morte de pelo menos duas pessoas.

Apesar da repercussão em alguns meios de comunicação ocidentais apontarem que a Rússia teria sido a responsável por disparar os mísseis, o governo de Moscou negou qualquer envolvimento no caso.

(*) Com Ansa.

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