Aprovação de impeachment de Dilma é 'golpe de Estado parlamentar', diz governo de Cuba

Segundo Ministério das Relações Exteriores, processo é um “ataque baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia brasileira"

Redação

O governo cubano manifestou solidariedade à presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (18/04) e classificou o processo de impeachment, aprovado no domingo (17/04) na Câmara dos Deputados, como um "golpe de Estado parlamentar".

Agência Efe

Segundo chancelaria cubana, processo de impeachment contra Dilma Rousseff é "golpe de Estado parlamentar"

"Setores de direita representantes da oligarquia, em convivência com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente pelas transnacionais da comunicação e do imperialismo, consumaram, na Câmara dos Deputados desse país, a primeira passagem do que constitui um golpe de estado parlamentar", afirma uma nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do país caribenho.

De acordo com a chancelaria cubana, o processo de impeachment é um “ataque baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia brasileira e contra a legitimidade de um governo eleito nas urnas pela maioria do povo”.

 

 

 

Segundo o texto, desde 2003, quando o PT chegou ao poder com Luiz Inácio Lula da Silva na presidência, "foram implementados no Brasil importantes programas sociais com um alto impacto na população menos favorecida". As iniciativas, segundo o Banco Mundial, beneficiaram 25 milhões de brasileiros.

O texto afirma que o objetivo da oposição “golpista” é "fechar o ciclo de governos populares do Partido dos Trabalhadores" e, com isso, “acabar com as conquistas sociais alcançadas pelo povo brasileiro”, além de “implantar um governo neoliberal que permita o saque por parte de grandes empresas transnacionais das riquezas naturais" do país.

Para o governo de Cuba, o processo é “parte da contraofensiva reacionária da oligarquia e do imperialismo contra a integração latino-americana e processos progressistas” não somente contra países da América Latina, mas também contra os Brics.

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