Sábado, 14 de março de 2026
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Os resultados preliminares das eleições realizadas neste sábado (02/07) na Austrália indicam um empate na preferência dos eleitores entre a coalizão governista Liberal-Nacional, do atual primeiro-ministro, Malcolm Turnbull, e o opositor Partido Trabalhista, liderado por Bill Shorten, o que significa um avanço dos trabalhistas e uma derrota dos governistas frente aos resultados das últimas eleições, em 2013.

O resultado oficial só deve ser divulgado na próxima terça-feira (05/07), mas os votos apurados até agora indicam uma disputa acirrada para a formação de governo no país. Em número de cadeiras, os trabalhistas, de centro-esquerda, avançaram de 55 conquistadas em 2013 para 72, enquanto os governistas, de centro-direita, passaram de 90 para 66 deputados, com as cadeiras restantes divididas entre partidos menores. Para formar governo é necessária a maioria absoluta de 76 das 150 cadeiras da câmara baixa do Parlamento australiano.

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Agência Efe

Bill Shorten, líder do Partido Trabalhista, em pronunciamento após as eleições

“Não vamos saber nesta noite o resultado das eleições. Talvez não saibamos durante alguns dias. O que sim, nós sabemos, é que o Partido Trabalhista voltou”, disse Shorten em entrevista coletiva após a divulgação dos primeiros resultados.

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Além dos trabalhistas e dos liberais-nacionais, outros cinco grupos políticos de menor expressão estarão representados no Parlamento. Os Independentes obtiveram duas cadeiras, enquanto os Verdes, aliados habituais dos trabalhistas, o Katter's Australian Party e o Nick Xenophon Team elegeram um deputado cada, deixando sete cadeiras ainda a serem determinadas.

“O que quer que ocorra na próxima semana, se estamos no governo ou na oposição, o que importa é que o Partido Trabalhista está recarregado de energia, unido e mais decidido do que nunca”, declarou Shorten, que defendeu durante a campanha um sistema universal de saúde, escolas públicas e a proteção dos direitos dos trabalhadores australianos.
 

Resultado preliminar indica que trabalhistas passaram de 55 para 72 cadeiras e governistas caíram de 90 para 66; são necessárias 76 para formar governo

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A estabilidade econômica do país também dominou a pauta da campanha eleitoral que começou em maio, especialmente após a “Brexit”, a saída do Reino Unido da União Europeia.

O ex-banqueiro milionário Turnbull convocou as eleições devido a um impasse na votação de leis trabalhistas, com a expectativa – retumbantemente frustrada – de que sua coalizão conquistasse mais cadeiras. O premiê declarou hoje que só um governo estável de sua coalizão pode garantir o futuro do país, em uma tentativa de reforçar sua mensagem econômica, mas também com a esperança de encerrar a instabilidade política gerada pela crise de liderança que fez a Austrália ter quatro primeiros-ministros desde 2013.

Agência Efe



Malcolm Turnbull, atual primeiro-ministro australiano, em pronunciamento após as eleições

O próprio Turnbull chegou ao poder após uma manobra para assumir a liderança da coalizão Liberal-Nacional, derrubando seu companheiro de partido Tony Abbott (2013-2015). O mesmo já tinha ocorrido quando o trabalhista Kevin Rudd assumiu o posto de Julia Gillard.

O dia transcorreu com normalidade, mas com alguns atrasos nas seções eleitorais que originaram longas filas, em parte pela confusão causada pelas mudanças ao sistema de votação para os senadores.

O voto é obrigatório para os mais de 15,6 milhões de cidadãos inscritos no censo eleitoral na Austrália.

 

*Com Agência Efe