Sábado, 5 de setembro de 2026
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A bandeira da Palestina foi hasteada nesta terça-feira (13/12) na sede parisiense da Unesco, a primeira agência da ONU que reconheceu esse território como país e, portanto, membro de pleno direito. A solenidade contou com a presença do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

Efe

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“Espero que esse ato de adesão influencie na inclusão da Palestina em outras organizações internacionais”, disse Abbas, que se comprometeu a respeitar os compromissos da Unesco “nas áreas de educação, cultura, ciência e paz”.


O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) afirmou que seu território, “lugar de encontro de culturas”, soube preservar suas tradições e seu patrimônio, “apesar da ocupação e do bloqueio” aos quais foi submetido. Ele também destacou a contribuição dos diversos artistas e pesquisadores exilados, cujo trabalho “estimulou os que lutavam no interior”.

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Abbas ressaltou que a adesão à Unesco é “um primeiro passo” no reconhecimento de toda a comunidade internacional, mas indicou que a criação do Estado palestino deve ser feita em paralelo a Israel. “Espero que possamos ter algum dia um Estado independente ao lado de Israel, com um espírito de paz e convivência”, concluiu.

Já Irina Bokova lembrou as palavras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de que a paz no Oriente Médio chegará com a criação de dois Estados que vivam de forma conjunta, e acrescentou que a Unesco pode contribuir para esse projeto.

“Quero acreditar que a adesão da Palestina à Unesco é uma oportunidade para considerar que a paz e a segurança também podem ser construídas na escola, com a cultura e a ciência”, afirmou.

Irina acrescentou que “o povo palestino, como todos os outros, tem o direito de preservar seu patrimônio, de ter uma educação de qualidade voltada para a busca da paz, que ensine os direitos humanos e uma cultura dinâmica que respeite a alheia”.

Em 31 de outubro, a Conferência Geral da Unesco admitiu a Palestina como membro número 195 da organização. A adesão foi oficializada no último dia 23, quando a Palestina aceitou a Constituição da Unesco nos Arquivos Nacionais de Londres.

A admissão da Palestina na Unesco foi realizada contrariamente à opinião de alguns países, entre eles os Estados Unidos, que anunciou o congelamento de sua contribuição à organização.

No ato de hasteamento da bandeira também esteve presente o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki; a presidente da Conferência Geral da Unesco, Katalin Bogyay, e a do Conselho Executivo, Alissandra Cummins, entre outras personalidades.

Solenidade foi considerada um “primeiro passo” rumo ao reconhecimento internacional do Estado Palestino

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