Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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O presidente Jair Bolsonaro divulgou na tarde desta quinta-feira (09/09) uma declaração à nação em que ameniza o tom de seu discurso e recua da radicalização. No texto, o mandatário diz que “nunca teve a intenção de agredir quaisquer dos poderes”.

“A harmonia entre eles [Poderes] não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news”, afirmou o presidente.

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A declaração vem após dias de tensões, que foram estabelecidos após as manifestações golpistas da última terça-feira (07/09), em favor de Bolsonaro, mas que levaram às ruas pautas antidemocráticas, defendidas pelo presidente e sua família, como o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e intervenção militar.

“Por isso”, continua Bolsonaro, “quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.”

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Em seguida, o presidente afirma que o caminho a seguir, de agora em diante, será por “medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.”

“Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles”, encerra o presidente.

Em nota divulgada após as manifestações golpistas da última terça-feira (07/09), presidente afirmou que palavras 'decorreram' pelo 'calor do momento'

Marcos Corrêa /PR

Declaração foi realizada após os atos golpistas da última terça-feira (07/09) convocados pelo presidente