Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Pessoas desempregadas britânicas com problemas de obesidade que não se submeterem a tratamento médico para emagrecer podem perder os benefícios sociais. É este o plano anunciado neste sábado (14/02) pelo primeiro-ministro do Reino Unido David Cameron.

O premiê britânico pediu ao ministério da Saúde que revise o sistema de auxílio social para que tanto obesos como cidadãos com dependência química (álcool e outras drogas) “com condições tratáveis” que não se submeterem a tratamento percam os subsídios estatais.

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“Alguns têm problemas de álcool ou de drogas, mas recusam a se tratar. Em outros casos, há gente que tem problemas de peso que poderia ser resolvido, mas em vez disso escolhem levar uma vida sustentada pelo auxílio e não trabalhar”, argumentou Cameron.

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Para o primeiro-ministro, “não é justo pedir aos contribuintes que trabalham duro que custeiem os subsídios das pessoas que recusam a ajuda e o tratamento que poderiam levá-los de volta à vida laboral”.

Agência Efe

David Cameron em Bruxelas no dia 12 de fevereiro; primeiro-ministro se prepara para próximas eleições gerais no Reino Unido

A três meses para as eleições gerais no Reino Unido, o líder conservador disse que seu governo “está decidido a proporcionar às pessoas as maiores ajudas possíveis para lhes devolver uma vida plena”.

A conselheira do ministério da Saúde Carol Black, encarregada de avaliar a proposta, afirmou que está “profundamente interessada em superar os desafios que as pessoas que solicitam os subsídios representam”.

“Essas pessoas, além de ter problemas que se arrastaram durante muito tempo e complicações com seu estilo de vida, sofrem a grande desvantagem de não estarem integradas no mundo do trabalho, algo tão básico na sociedade”, disse Black.

No Reino Unido, onde a legislação atual não exige que a pessoa se submeta a tratamento para pedir o benefício, cerca de 60% dos 2,5 milhões de pessoas que recebem subsídios por doença recebem essas ajudas há mais de cinco anos.

Para primeiro-ministro do Reino Unido, "não é justo" que contribuintes sustentem obesos e dependentes químicos que "escolhem não trabalhar"

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