Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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O presidente de Israel, Isaac Herzog, anunciou nesta sexta-feira (11/11) que irá encarregar Benjamin Netanyahu para formar um novo governo do país após as últimas eleições. O mandatário convocou o ex-premiê para uma cerimônia formal no próximo domingo (13/11).

Para realizar o anúncio, a Presidência israelense divulgou a decisão após finalizar as consultas com os partidos políticos que formarão o novo Parlamento. 

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Em prol de Netanyahu, se manifestaram 64 dos 120 deputados eleitos. Já a favor de Yair Lapid, atual primeiro-ministro e que liderou o Executivo antes do pleito, 28 parlamentares o apoiaram. Outros 28 relataram que não indicariam nenhum nome.

A partir de domingo, o líder do Likud terá 28 dias para conseguir formar uma nova aliança. Em caso de dificuldades, ele poderá solicitar mais 14 dias, pedido que precisa ser aceito por Herzog.

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Os israelenses foram às urnas pela quinta vez em quase quatro anos no último dia 1º de novembro e o bloco político que deu apoio a Netanyahu foi o grande vencedor, com 64 assentos. Já a coalizão de Lapid obteve 50 assentos.

Na última eleição, o ex-premiê saiu vencedor, conquistando 64 assentos com seu bloco político; já a coalizão de Yair Lapid obteve 50

Reprodução/ @netanyahu

Líder do Likud ainda responde a processos na justiça por corrupção e tráfico de influência

No entanto, a surpresa foi o resultado expressivo do partido de extrema direita Otzma Yehudit, do líder Itamar Ben Gvir, conhecido por seus discursos contra a presença de árabes em Israel, que obteve 14 lugares no Knesset.

Já cinco assentos ficaram com o grupo árabe laico de esquerda Hadash Taal. Outras duas siglas árabes que antes conseguiam vagas no Parlamento não ultrapassaram a cláusula de barreira de 3,25% e vão ficar de fora do legislativo: o de esquerda religiosa Meretz e o nacionalista Balad. 

Netanyahu, que volta ao palco político, já foi primeiro-ministro de Israrel entre 2009 e 2021 e saiu do poder no ano passado após Lapid conseguir formar uma aliança que reunia de partidos de esquerda a direita.

Atualmente, o líder do Likud ainda responde a processos na justiça por corrupção e tráfico de influência.

(*) Com Ansa.