Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A cidade de Madaya, na Síria, recebeu nesta segunda-feira (11/01) um comboio de ajuda humanitária carregando comida suficiente para alimentar os mais de 40.000 residentes durante um mês.

Cerca de 60 caminhões da ONU, Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Crescente Vermelho sírio e do Programa Alimentar Mundial deixaram Damasco em direção a Madaya, Fua e Kefraya. O comboio carregava comida e outros itens básicos, como água potável, cobertores, medicamentos e equipamentos cirúrgicos.

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A população de Madaya — tomada por forças contrárias ao governo do presidente Bashar al-Assad e cercada por tropas oficiais desde julho do ano passado — estava isolada desde outubro.

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Relatos de mortes por fome e de pessoas comendo capim, terra e animais até então domésticos, fez com que o governo sírio levantasse o cerco e permitisse o envio de ajuda para a cidade.

Um total de 4,5 milhões de pessoas vivem em zonas de difícil acesso na Síria, o que inclui 400 mil que habitam áreas cercadas, pelo governo sírio ou pela oposição, de acordo com dados da ONU. 
 

Caminhões da ONU e da Cruz Vermelha, entre outras organizações internacionais, levam comida, água potável e medicamentos a cidade sitiada desde julho por forças do governo sírio

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“Fotos falsas”

Desde que foi divulgado que a população de Madaya estava passando fome devido ao cerco, uma série de imagens passaram a circular dos supostos residentes desnutridos da cidade.

O canal de televisão russo RT investigou várias destas fotos, divulgadas, inclusive, por grandes veículos da mídia, como Al Jazeera e Telegraph, e concluiu que eram falsas. 

A foto do jovem acima foi compartilhada tanto pela Al Jazeera quanto pelo Telegraph, que diziam ser de Madaya. No entanto, segundo a apuração do RT, não é possível concluir que este menino é de Madaya. Além disso, sua imagem foi retirada de um vídeo no YouTube de março de 2015, antes da crise na cidade começar.

Outra imagem, divulgada pelo Al Jazeera, mostrava um homem desnutrido que dizia-se ser de Madaya. Maiores investigações, contudo, indicaram que a foto, de 2009, foi tirada na Europa.

 

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