Quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Durante audiência do Parlamento de Portugal, na última sexta-feira (13/01), o deputado André Ventura, presidente do Chega, partido de extrema-direita português, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “bandido” e foi repreendido pelo deputado Augusto Santos Silva, que preside a casa.

“Essa é uma expressão ofensiva, em relação a um presidente de uma nação muito amiga de Portugal. Portanto, ao brilho do regimento, sou obrigado a pedir que não use essa expressão se referindo ao presidente do Brasil”.

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Em seguida, Ventura tentou insistir no desrespeito, que pode, inclusive, gerar um incidente diplomático entre os dois países. “É difícil dirigir-nos ao presidente do Brasil de outra forma”, afirmou o líder da extrema-direita portuguesa, que foi vaiado e recebeu gritos de alerta dos demais parlamentares.

Ventura é próximo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que abandonou o país em 30 de dezembro do ano passado.

Presidente do Chega, partido de extrema-direita, André Ventura apoiou atos golpistas e foi vaiado por pares

Reprodução YouTube

André Ventura, líder da extrema direita portuguesa, foi rechaçado pelo Parlamento português após apoiar atos golpistas

A ofensa a Lula surgiu quando Ventura manifestava seu apoio aos atos golpistas do último domingo (08/01), no Brasil. “Nós compreendemos perfeitamente a fúria e a angústia de milhões de brasileiros ao verem seu país governado, e eu peço desculpas às autoridades brasileiras acreditadas em Portugal, por um bandido”.

Vice-líder do Parlamento português, o deputado Pedro Delgado Alves, do Partido Socialista criticou Ventura. “Não há como dizer que compreende as razões de quem sobe a rampa do Palácio do Planalto para invadir as instituições brasileiras, ignorando o Estado de Direito, o resultado das eleições e a forma como em democracia se resolvem diferenças e dilemas”.

A deputada Joana Mortagua, do Bloco de Esquerda, foi ainda mais dura com Ventura. “A razão é apenas uma, não reconhecer o resultado do pleito eleitoral, não reconhecer que Jair Bolsonaro perdeu e Lula da Silva é o presidente democrático eleito do Brasil. Sabemos bem que a extrema-direita ganha nas urnas ou apela para a violência. Sabemos bem que o discurso ao ódio de Bolsonaro foi apoiado pela extrema-direita de Portugal”.

(*) Com informações do Brasil de Fato