Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Carlos Faria, se reuniu nesta segunda-feira (04/07) em Moscou com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, para debater o fortalecimento das relações bilaterais entre os países diante das sanções ocidentais impostas às nações.

Em entrevista coletiva conjunta, Faria afirmou que o governo venezuelano “condena significativamente o grande número de sanções que foram impostas contra a Federação Russa e seus habitantes”.

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Além disso, o diplomata venezuelano assegurou que os “planos por trás” dessas sanções “não atenderam às expectativas” e que, apesar de “certos inconvenientes, a economia russa continua”.

Faria também afirmou que a “intenção” das potências ocidentais é “manter o conflito em andamento”, ao mesmo tempo em que elogiou a “disposição” de Moscou em dialogar para chegar a um acordo que “satisfaça os interesses tanto da Rússia quanto da Ucrânia”

Na reunião, os dois chanceleres também ratificaram a “vontade de continuar a cooperação petrolífera” por meio da aplicação de um acordo bilateral diante das sanções ocidentais, segundo Lavrov.

Caracas condena retaliações do Ocidente contra economia russa e ratifica cooperação nos setores de energia, farmacêutica, indústria, transporte e colaboração técnico-militar com Moscou

Twitter/Cancillería Venezuela

Em particular, Moscou e Caracas concluíram os procedimentos necessários para a entrada em vigor do acordo de colaboração no espaço

Da mesma forma, o Faria comunicou a “gratidão” do governo de Nicolás Maduro pelo apoio de Moscou “com sua mediação na mesa de diálogo com a oposição venezuelana”.

Anteriormente, o chefe da diplomacia russa celebrou “a normalização da situação” na Venezuela, ressaltando que a “economia do país sul-americano demonstra sua capacidade de resistir a pressões”. “Vemos que graças à política responsável e competente do governo liderado pelo presidente Nicolás Maduro, o país volta ao caminho do desenvolvimento sustentado”, afirmou Lavrov.

Além disso, destacou que Moscou e Caracas consideram o congelamento das contas em bancos ocidentais – uma das sanções aplicadas contra a economia russa – como “um flagrante roubo, bem como uma violação brutal dos direitos econômicos e sociais dos cidadãos”.

Após a reunião, Rússia e Venezuela também concordaram em promover projetos nas áreas de energia, farmacêutica, indústria, transporte e colaboração técnico-militar. 

Em particular, Moscou e Caracas concluíram os procedimentos necessários para a entrada em vigor do acordo de colaboração no espaço. O acordo permitirá a colocação de uma estação do sistema de posicionamento global russo Glonass na Venezuela. 

(*) Com Telesur