Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Confrontos entre manifestantes e a polícia foram registrados nesta quinta-feira (28/03) no centro de Santiago na primeira manifestação de estudantes autorizada pelo governo neste ano. Os manifestantes, assim como já fazem há dois anos,  exigem uma profunda reforma educacional no país, que conta  com um dos sistemas de ensino mais desiguais do mundo. Pelo menos 60 pessoas foram presas.

A passeata, convocada por assembleias de universitários e estudantes do ensino médio, foi autorizada pela prefeitura e partiu pouco antes do meio-dia em frente à Universidade de Santiago, no oeste do centro da capital chilena.

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Agência Efe

Manifestação estudantil em Santiago, antes dos confrontos entre estudantes e a polícia

No entanto, quando passavam pela Alameda Central, principal avenida de Santiago, manifestantes encapuzados entraram em confronto com os carabineiros, a polícia militar chilena, que repeliam ataques com pedras e paus com jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo. Em resposta, os manifestantes ergueram barricadas.
 

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Primeiro protesto estudantil do ano terminou com 60 manifestantes presos; movimento estudantil defende reformas profundas e o fim do lucro na educação chilena

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O ministro do Interior chileno, Andrés Chadwick, divulgou seu apoio aos carabineiros. “Não foram respeitadas as autorizações concedidas e um grupo de estudantes acredita que tem o direito de gerar desordem”, justificou.

Manuel Erazo, porta-voz dos universitários, reclamou da repressão policial e da mudança do percurso, realizado na última hora. “Queremos o fim dos lucros e isso significa acabar com os empresários da educação” disse.

Agência Efe

Polícia chilena joga jatos d'água em manifestantes que reivindicam educação pública gratuita e de qualidade

As organizações estudantis anunciaram um comparecimento de 20 mil pessoas ao protesto. Já a polícia não forneceu um número estimado de manifestantes.

Um policial ficou ferido e um menor foi detido com um coquetel molotov. Jovens também protestaram no porto de Valparaíso.

Os estudantes iniciaram suas reivindicações por uma educação pública gratuita e de qualidade em 2011.

(*) com agências de notícias internacionais
 

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