Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Agência Efe

Balas foram encontradas dentro e no telhado do prédio onde fica o escritório de Antonis Samaras 

Vários tiros foram disparados na madrugada desta segunda-feira (14/01) contra o escritório do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, na sede de seu partido, o conservador Nova Democracia, em Atenas.

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O porta-voz do governo, Simos Kedíkoglu, disse aos veículos de imprensa que por volta das 23h (de Brasília) homens dispararam com fuzis kalashnikov nove tiros contra o segundo andar do edifício, onde fica o escritório de Samaras.

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Fontes da polícia confirmaram à Agência Efe que uma bala foi encontrada no interior do escritório de Samaras e outra no telhado do edifício.

Pouco depois do incidente, um automóvel que havia sido roubado foi encontrado queimado no bairro de Fáliro. As fontes acrescentaram que está sendo investigada a possível relação do carro com o ataque.

O incidente acontece em meio a uma nova série de atos violentos contra jornalistas, bancos e dependências dos partidos do governo. Os ataques criaram um clima de tensão entre o governo e o principal partido da oposição, o esquerdista Syriza, que o Executivo de Samaras acusa de fomentar um clima antissistema.

“Usar parentes de políticos como alvo e disparar contra o escritório do primeiro-ministro são atos sem precedentes (na Grécia). Há uma tentativa de aterrorizar a sociedade”, declarou hoje o porta-voz do governo à rádio pública NET.

Governo e oposição trocaram críticas sobre a forma de cada um deles condenar a série de atentados que ocorre no país

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“Todo tipo de violência deve ser condenado e, embora Alexis Tsipras [líder do Syriza] tenha feito isso claramente há poucos dias, nem todos os parlamentares do Syriza o fazem”, acrescentou Kedíkoglu.

O porta-voz do Syriza, Panis Skurletis, enfatizou que seu partido condena sem distinção o aumento perigoso da violência. “Mas é perigosa também a estratégia do Nova Democracia de responsabilizar Syriza por esses atos, criando um clima de guerra civil”, argumentou.

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Enquanto as autoridades partem da hipótese de que os ataques foram feitos por grupos anarquistas, o deputado Dimitris Papadimulas não quis excluir algum tipo de agente detonador da onda de violência.

“O ataque à sede de Nova Democracia com métodos próprios do crime organizado demonstra que há pessoas que ameaçam a democracia”, disse por sua parte o partido socialista Pasok, da coalizão do governo, em comunicado.

Por sua vez, Andreas Papadópulos, porta-voz da esquerda moderada Dimar, que também faz parte do tripartite governamental, sustentou que toda “violência é fascismo e todas as forças políticas devem condená-la sem ambiguidade”.

A série de atos violentos começou na madrugada da sexta-feira com o ataque coordenado com bombas caseiras contra as casas de cinco conhecidos jornalistas. Na madrugada de sábado, os alvos foram duas sedes do Nova Democracia, um do Pasok e dois caixas eletrônicos em bairros da periferia de Atenas. Na noite de ontem, vários caixas eletrônicos foram novamente incendiados em diferentes pontos da capital.

Na madrugada de domingo, homens quebraram os vidros da entrada da casa do irmão do porta-voz do governo. Pouco depois, bombas caseiras danificaram uma dependência de Nova Democracia e um escritório da empresa pública de eletricidade.

(*) com agência Efe

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