Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Robert Lewis Dear se declarou culpado nesta quarta-feira (10/12) pelo ataque contra uma clínica de planejamento familiar no dia 27 de novembro em Colorado Springs, nos EUA, durante a audiência na qual ele foi acusado formalmente pela Justiça. O tiroteio, que durou cinco horas, deixou três mortos e nove feridos.

“Sou culpado, não há necessidade de julgamento, sou um guerreiro para os bebês! Protejam os bebês!”, gritou Dear ao juiz.

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Divulgação/Departamento de Polícia de Colorado Springs

Dear se declarou culpado durante audiência nesta quarta

Diante dos gritos do cliente durante a sessão, os advogados de Dear alegaram que ele tem problemas mentais e colocaram em dúvida sua capacidade de fazer frente a um processo  judicial.

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O réu é acusado de assassinato em primeiro grau e de múltiplas tentativas de assassinato, pelas quais poderá ser condenado à morte ou à prisão perpétua.

Robert Lewis Dear pode ser condenado à morte ou à prisão perpétua; seus advogados alegaram que ele teria problemas mentais

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Robert Lewis Dear permanece preso, sem possibilidade de fiança, desde que se rendeu à polícia no dia 27, depois de passar cinco horas armado e isolado no centro da ONG de planejamento familiar e saúde reprodutiva Planned Parenthood, que inclui uma clínica para realização de abortos.

Os centros da ONG despertaram forte rejeição de ativistas contrários ao aborto nos Estados Unidos. Na ocasião, a Planned Parenthood afirmou, em comunicado, que continuaria a proporcionar serviços reprodutivos apesar “dos extremismos que estão criando um ambiente venenoso”.

A organização de planejamento familiar, que recebe US$ 500 milhões anuais de recursos federais, tem 700 centros em todo o país e oferece serviços para aproximadamente 2,7 milhões de mulheres.

Desde 1997, foram pelo menos 73 ataques contra clínicas de aborto nos EUA, segundo dados da Federação Nacional do Aborto. Os ataques, no entanto, remontam a 1973, quando o aborto foi legalizado a nível nacional nos EUA após uma sentença da Suprema Corte do país.

(*) Com Agência Efe

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