Sexta-feira, 6 de março de 2026
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Em Washington, oficiais do governo Biden já se preparam para uma guerra iminente e prolongada entre Israel e o grupo palestino Hamas, e fazem esforços para impedir que o conflito se espalhe na região, com outros atores, como o grupo libanês Hezbollah, abrindo uma nova frente de luta contra o governo israelense.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, durante uma reunião fechada no Congresso dos Estados Unidos na noite de ontem (8), oficiais do governo Biden teriam dito aos congressistas norte-americanos que se preparassem para uma longa guerra, que incluiria pedidos de Israel por apoio político e militar dos Estados Unidos. Entre as demandas citadas estariam “maior colaboração entre a inteligência dos países, reabastecimento de emergência para o sistema de defesa antimísseis ‘Domo de Ferro’, munição, mísseis de precisão e pequenas bombas”, descreve o jornalista Ben Samuels.

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Enquanto isso, também no domingo, diplomatas norte-americanos teriam feito um esforço concentrado para impedir que outros atores entrassem no conflito. De acordo com o The Washington Post, “[o secretário de Estado Antony] Blinken e outros diplomatas de alto escalão fizeram os telefones tocarem, ligando para autoridades de toda a região para transmitir mensagens ao Hezbollah dizendo ao grupo para que não ataque Israel. O envio do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford para o leste do Mediterrâneo também tinha a intenção de enviar uma mensagem de dissuasão para a força política e militante libanesa, de acordo com um alto funcionário do governo que, como outros, falou sob condição de anonimato”.

A entrada do grupo xiita no conflito abriria uma nova frente de batalha com Israel no momento em que o país prepara uma contra-ofensiva em Gaza, com oficiais norte-americanos prevendo um amplo ataque terrestre israelense contra o Hamas nos próximos dias. Uma ofensiva do Hezbollah contra Israel estaria entre os objetivos estratégicos da ação militar do Hamas no sábado (7) em Israel.  

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No domingo, oficiais norte-americanos também teriam feito esforço concentrado para impedir entrada do grupo xiita Hezbollah no conflito

Ron Przysuch / State Department

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, junto ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

Já citando o site norte-americano Politico, Kelley Beaucar escreve no Responsible Statecraft, ligado ao Instituto Quincy, que a Casa Branca já prepara o envio de um pacote de armas demandadas por Israel. Além disso, segundo a matéria, oficiais e congressistas norte-americanos ligados ao complexo industrial-militar do país estariam considerando preparar um pacote legislativo que juntasse a ajuda de Israel a um grande pacote de apoio à Ucrânia, com o fim de superar a resistência crescente à continuação do apoio dos EUA à Ucrânia entre membros do Partido Republicano. 

Dentre os países que os Estados Unidos apoiam com ajuda militar, Israel é o que mais recebe assistência – cerca de 3 bilhões de dólares por ano, totalizando mais de 146 bilhões de dólares. Somente neste ano, mais de 3,8 bilhões de dólares foram enviados pelos EUA em ajuda militar a Israel.

Segundo Beaucar, “Washington também ajuda Israel a manter sua ‘vantagem militar qualitativa’ sobre seus vizinhos árabes na região, o que significa que o país tem acesso às armas mais sofisticadas das Forças Armadas dos EUA, inclusive aviões de combate, como as versões mais avançadas dos F-35.”