Sábado, 17 de janeiro de 2026
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A eurodeputada maltesa Roberta Metsola foi eleita nesta terça-feira (18/01) presidente do Parlamento da União Europeia.

Membro do Partido Popular Europeu (PPE), de direita, Metsola recebeu 458 votos de um total de 690 e vai comandar o poder Legislativo da UE pelos próximos dois anos e meio.

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Com 43 anos de idade, ela é a pessoa mais jovem a presidir o órgão e a terceira mulher na história a ocupar o cargo – as outras duas foram as francesas Simone Veil (1979-1982) e Nicole Fontaine (1999-2002).

Eurodeputada desde abril de 2013, a maltesa já era a primeira vice-presidente do Europarlamento desde novembro de 2020 e comandava o órgão interinamente desde a morte do então mandatário David Sassoli, em 11 de janeiro.

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“Vou honrar David Sassoli como presidente, lutando sempre pela Europa. Quero que as pessoas recuperem um senso de fé e entusiasmo por nosso projeto”, disse Metsola em seu discurso de vitória.

“A desinformação no período pandêmico alimentou o isolacionismo e o nacionalismo, que são falsas ilusões. A Europa é o exato oposto disso”, acrescentou.

Roberta Metsola, de 43 anos, assume após a morte de David Sassoli; vista entre os parlamentares como moderada, política de direita é contra o aborto

Reprodução/European Union

Vista entre os parlamentares como moderada, política de direita é contra o aborto

Eleita em primeiro turno, a maltesa teve o apoio dos três grupos que compõem a maioria no Parlamento Europeu: PPE, Socialistas e Democratas, de centro-esquerda, e os liberais do Renovar a Europa. Além disso, ganhou o endosso de parte da extrema direita.

Sassoli deixaria o comando do Legislativo da UE neste mês, e o acordo na maioria previa que ele fosse substituído por um nome de centro-direita.

Apesar de ser vista como moderada e, nos últimos anos, ter se destacado pela capacidade de mediação com grupos de centro e centro-esquerda, Metsola se opõe ao aborto. Em junho, ela votou contra uma resolução no Parlamento que pedia a todos os estados membros da UE que “garantissem o acesso universal ao aborto seguro e legal” para as mulheres, afirmando que isso afeta o direito de Malta de decidir por si mesma. O país de maioria católica continua a proibir a interrupção voluntária da gravidez.

*Com Ansa