Sábado, 17 de janeiro de 2026
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Acompanhe a cobertura de Opera Mundi e da Revista Samuel, com reportagens especiais, entrevistas e análises sobre o processo de impeachment que tramita no Congresso Nacional brasileiro contra a presidente Dilma Rousseff:

Novo ministro das Relações Exteriores, José Serra | Foto: EfeO Itamaraty divulgou, nesta sexta-feira (13/05), uma nota na qual rejeita “enfaticamente” a manifestação dos países que questionaram a legalidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff. O posicionamento foi o primeiro adotado pelo Ministério das Relações Exteriores sob o comando do tucano José Serra e contrasta com o tom adotado até então pelos governos petistas.

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“O Ministério das Relações Exteriores rejeita enfaticamente as manifestações dos governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Alba [Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América], que se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil”, afirma a nota. “Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal.”

O ministério também criticou, em outra nota, as declarações da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e chamou de “absurda” a posição do organismo sobre o fato de “as liberdades democráticas (…) se encontrariam em perigo”.

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Posicionamento foi o primeiro do Ministério das Relações Exteriores sob comando do tucano José Serra e contrasta com tom adotado pelos governos petistas

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Outra mudança foi no tom adotado pelo Itamaraty que fez um texto mais enfático em lugar do tom protocolar que costumava adotar, tal como ressalta a Folha de S. Paulo.

A resposta foi uma reação às declarações de Cuba, cujo governo considera que o impeachment é “uma forma de usurpar o poder que não puderam ganhar na eleição”; Venezuela, que classificou o processo de “golpe parlamentar”; Nicarágua, cujo presidente, Daniel Ortega, classificou a situação brasileira de “drama, comédia, tragédia, confusão jurídica e política”; e Equador, que ressaltou não haver até o momento “uma só acusação que a vincule com a punição de um delito comum”.