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A Justiça Militar do Egito condenou nesta terça-feira  (03/09) 11 integrantes da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua. Eles foram condenados por crimes de agressão a militares na região de Suez, no Nordeste do país, após uma repressão contra os simpatizantes de Mursi. São as primeiras condenações de membros do movimento depois da destituição e detenção do presidente Mohamed Mursi, em 3 de julho.

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Agência Efe

Protestos da Irmandade Muçulmana contra a deposição de Mursi continuam após um mês da ação militar 

O julgamento de 64 membros e simpatizantes da Irmandade Muçulmana, em Suez, começou no último dia 24. Segundo a decisão judicial, os integrantes do movimento dispararam tiros na direção dos militares, em 14 de agosto. A Justiça também condenou 45 membros da entidade a cinco anos de prisão. Apenas oito réus foram absolvidos.

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Desde a destituição de Mursi há dois meses, as autoridades egípcias lançaram ofensiva contra a Irmandade Muçulmana. A estimativa é que mais de 1.000 pessoas morreram e cerca de 2 mil foram detidas. 

Entre os detidos está o guia espiritual da confraria, Mohammed Badía, que enfrenta acusações por incitar a violência, e o próprio Mursi, que se encontra detido pelos militares em um local desconhecido e que é acusado de ter ordenado a morte de manifestantes que protestavam em dezembro contra sua decisão de blindar seus poderes frente à Justiça.

Eles foram condenados por crimes de agressão a militares na região de Suez após uma repressão contra os simpatizantes de Mursi

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Uma onda de violência explodiu em 14 de agosto por causa do desmantelamento de acampamentos que eram mantidos pelos seguidores de Mursi contra a deposição do presidente, causando a morte de pelo menos mil pessoas em todo o país.

As autoridades egípcias sustentam que estão realizando uma luta contra o terrorismo e reforçaram a segurança no país em previsão de novas manifestações, como as que foram convocadas hoje pelos Irmandade Muçulmana e outros grupos afins.

(*) Com informações da Agência Brasil e da Agência Efe