Sábado, 12 de setembro de 2026
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O ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas, preso desde outubro de 2017 e há mais de 50 dias em greve de fome, afirmou que sua prisão é política e que a mídia equatoriana “esconde” seu estado de saúde debilitado.

Em manifesto publicado na última terça-feira (11/12) nas redes sociais do ex-presidente Rafael Correa, Glas afirmou que sua prisão possui caráter de perseguição política e que iniciou a greve de fome para protestar “contra a injustiça, por dignidade”.

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O ex-vice-presidente ainda criticou os meios de comunicação que “ocultam” a sua greve de fome e suas condições na prisão. 

“Na realidade, graças à conectividade […] todos sabem, por meio das redes sociais, o que ocorre, não só no Equador, mas no mundo inteiro”, disse.

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Glas ainda recordou de “abusos” cometidos pelas forças policiais que efetuaram a sua prisão e que teriam negado água e idas ao banheiro ao membro do Aliança País. 

“Estou preso há 14 meses com prisão preventiva e sou inocente, até agora não conseguiram uma prova contra mim, e então onde está a sociedade? Onde está a CIDH [Corte Interamericana de Direitos Humanos] e a ONU?”, afirma Glas.

Prisão

O ex-vice-presidente do Equador foi condenado em dezembro de 2017 a seis anos de prisão por supostamente ter recebido suborno para favorecer a empresa brasileira Odebrecht em cinco projetos no país. Ele nega.

Em agosto de 2017, o presidente do Equador, Lenín Moreno retirou as funções de Glas, em meio a uma crise no Aliança País, coalizão que levou os dois ao poder no fim de maio após vencer as eleições realizadas em abril. 

Por meio de um decreto, Moreno alegou que Glas “não entendeu” o compromisso da Revolução Cidadã, que “implica servir a pátria em unidade de esforços”.

Glas está preso desde outubro de 2017, quando a Corte Nacional de Justiça do Equador ordenou a prisão preventiva do vice-presidente do país. A Procuradoria-Geral disse que havia “risco de fuga” do vice, mas ele foi preso em casa, em Guayaquil.

Em manifesto publicado na última terça-feira, Jorge Glas afirmou que os meios de comunicação equatorianos "ocultam" sua situação no cárcere; ele está preso há 14 meses

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Glas afirmou que os meios de comunicação equatorianos "ocultam" sua situação no cárcere