Domingo, 10 de maio de 2026
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O Ministério Público da Venezuela afirmou nesta segunda-feira (06/05) que cinco pessoas morreram e 233 foram detidas durante a tentativa de golpe de Estado liderada pelo deputado opositor Juan Guaidó na semana passada. Há ainda 18 ordens de detenção em aberto.

“Todos esses casos estão sendo investigados e terão conclusões definitivas”, afirmou o procurador-geral Tarek William Saab à emissora VTV. Saab afirmou que os suspeitos de terem promovido violência serão levados à Justiça.

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Os 18 pedidos de prisão ainda não cumpridos incluem civis e militares, dentre os quais sargentos que se juntaram a Guaidó e ao ex-deputado Leopoldo López, que lideraram a operação que tentou derrubar o presidente Nicolás Maduro do poder.

Segundo o procurador-geral, o MP vai investigar o papel de funcionários “parlamentares e outros oficiais com patente de tenente-coronel que atuaram à margem da lei”. Saab citou nominalmente o chefe do Destacamento da Guarda Nacional Bolivariana no Palácio Legislativo, Illich Sánchez Farias.

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“O último dia 30 de abril foi um chamado aberto e direto a um golpe de Estado, a derrocar um governo legitimamente constituído, a banhar de sangue um país, violando direitos humanos com uma figura política, entre aspas, de parlamentares e militares”, afirmou.

Na semana passada, Guaidó e mais um pequeno grupo de militares insurgentes anunciou que tomaria a base aérea de La Carlota após libertar López da prisão domiciliar em que se encontrava. Manifestações foram registradas por toda a cidade de Caracas, mas o movimento golpista não logrou sucesso. López está abrigado na Embaixada da Espanha na capital venezuelana.

Há ainda 18 pedidos de prisão em aberto, segundo procurador Tarek William Saab; eles incluem civis e militares, dentre os quais sargentos que se juntaram a Guaidó e a Leopoldo López

AVN

Saab confirmou cinco mortes em tentativa de golpe na Venezuela