Sexta-feira, 8 de maio de 2026
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O novo presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, encomendou ao primeiro-ministro do país, Ibrahim Mehleb, a formação de um novo gabinete, minutos depois que o mesmo apresentou sua renúncia, informaram à Agência Efe fontes da Presidência.

O Executivo de Mehleb anunciou nesta manhã sua renúncia ao novo presidente egípcio que, após vencer as eleições com 96,91%, assumiu ontem a chefia do Estado.

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Agência Efe

Al Sisi durante a cerimônia de sua posse, no domingo (08/06)

Os veículos de imprensa davam como certa a continuidade de Mehleb, que foi nomeado em fevereiro passado, pelo menos até a realização das eleições legislativas, cuja data ainda está por determinar.

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Em sua carta de renúncia, o governo assegurou ter feito “todo o possível para cumprir as missões encomendadas em circunstâncias muito complicadas, já que as reivindicações sociais aumentaram de forma alarmante”.

“Trabalhamos para tranquilizar [os protestos], absorver as ondas de ira dos operários e retomar a produção em fábricas e cooperativas”, explicou o gabinete.

Decisão de Abdul Fatah al Sisi já era esperada por analistas; premiê Ibrahim Mehleb fez parte do final do governo Mubarak

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Na opinião dos analistas, um dos maiores desafios que Sisi enfrentará como presidente é reativar uma economia imersa em uma profunda crise, e que conseguiu se manter flutuando graças às generosas contribuições dos países do Golfo Pérsico.

Sisi foi eleito líder do país nas eleições presidenciais realizadas no final de maio, quando obteve o apoio de 97% dos votos, frente aos 3% obtidos pelo esquerdista Hamdin Sabahi.

Mehleb é considerado um tecnocrata experiente. Nascido em 1949, o engenheiro dirigiu durante 11 anos (2001-2012) a companhia estatal egípcia Arab Contractors, uma das mais importantes e antigas do Oriente Médio e África. Com o cargo de presidente no conselho diretor da construtora, entrou nos círculos do governo e chegou a ser membro da Comissão Política do Partido Nacional Democrático Hosni de Mubarak, dissolvido após a revolução de 2011.

(*) com Agência Efe