Terça-feira, 8 de setembro de 2026
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A Organização de Cooperação Islâmica (OCI), que consiste em mais de 50 nações de maioria muçulmana, pediu nesta segunda-feira (03/02) aos países-membros que não cooperem de forma alguma com o chamado “plano de paz” do presidente dos EUA, Donald Trump, para Israel e Palestina.

Durante uma sessão especial em Jeddah, na Arábia Saudita, o comitê executivo da OCI instou todos os Estados membros a “não se envolverem com o plano [de Trump] ou a cooperar com o governo dos EUA na implementação de qualquer forma”.

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O órgão também pediu aos membros absterem-se de qualquer ação que “não considerem os direitos inalienáveis dos palestinos”.


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O secretário-geral da OCI, Yousef Al-Othaimeen, destacou que a organização apoiará qualquer esforço internacional de paz que esteja de acordo com o direito internacional.

Órgão também pediu aos membros absterem-se de qualquer ação que 'não considerem os direitos inalienáveis ​​dos palestinos'; 'Acordo do Século' pretende legitimar ocupações de Israel na Palestina

Reprodução

Palestinos queimaram imagens de Donald Trump em protesto no país

Apresentado como o ‘Acordo do Século‘ pelo governo Trump, o plano descreve o estabelecimento de um Estado palestino independente com sua capital estabelecida nos arredores de Jerusalém Oriental, atualmente controlada por Israel.

O plano, no entanto, permite que Israel mantenha os assentamentos existentes na Cisjordânia ocupada, que a ONU considera ilegal sob o direito internacional.

Além disso, o roteiro proposto também exclui o retorno de todos os refugiados palestinos, algo que a Autoridade Palestina (AP) e o mundo árabe consideram um dos principais requisitos para uma paz duradoura.

O plano de Trump foi endossado por Israel, mas universalmente rejeitado pelos palestinos e pela Liga Árabe, que veem o plano como fortemente distorcido em favor de Tel Aviv.

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