Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O britânico Alan Turing, considerado o pai da informática moderna e que ajudou a decifrar o código Enigma alemão durante a Segunda Guerra Mundial, recebeu nesta terça-feira (24) um indulto póstumo após ter sido condenado em 1952 por ser homossexual.

Wikimedia Commons

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A reversão da condenação aconteceu após pressão popular, o que forçou o governo de David Cameron a sugerir à rainha Elizabeth II o perdão. O matemático, que morreu em 1954, aos 41 anos, havia sido condenado a 61 anos e foi castrado quimicamente.

[Alan Turing, em foto de 1951]

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Turing morreu após ingerir cianureto. A família e biógrafos afirmam que foi um acidente, embora um legista acredite na hipótese de suicídio.

“Alan Turing foi um homem excepcional com uma mente brilhante”, afirmou hoje o ministro da Justiça, Chris Grayling, que foi quem pediu à rainha a que emitisse o indulto.

Por conta da condenação, ele precisou abandonar o trabalho no Quartel-General de Comunicações do Governo (GCHQ), ao qual se incorporou após trabalhar durante a guerra em Bletchley Park – mansão na Inglaterra dedicada à análise de códigos.

“Seu brilho se evidenciou em Bletchley Park durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi fundamental para decifrar o código Enigma, contribuindo para pôr fim à guerra e salvar milhares de vidas”, acrescentou.

Alan Turing, que desvendou código alemão durante a Segunda Guerra, recebeu pena de 61 anos e foi castrado quimicamente

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O perdão a Turing encerra uma campanha de vários anos, apoiada por cientistas como Stephen Hawking e que também incluiu uma proposição de lei apresentada na Câmara dos Lordes pelo liberal-democrata John Sharkey.

Em setembro de 2009, o então primeiro-ministro, o trabalhista Gordon Brown, já havia se desculpado publicamente pela condenação a Turing, que foi acusado na época de “grave indecência”.

(*) Com Efe

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