Quarta-feira, 4 de março de 2026
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Os incêndios florestais que atingem a região central do Chile nos últimos dias deixaram sete pessoas mortas, informou nesta quinta-feira (26/01) a presidente chilena, Michelle Bachelet.

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Em entrevista coletiva no Palácio de La Moneda, em Santiago, Bachelet afirmou que há quatro mil pessoas trabalhando para conter os incêndios e que França, Peru, México, Brasil e Colômbia enviaram bombeiros para se unir aos esforços dos agentes chilenos.

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“Nossa prioridade será proteger as vidas das pessoas e combater o fogo”, afirmou.

Agência Efe

Brigadistas tentam conter incêndio na região de Maule, centro do Chile

Com as altas temperaturas – superiores a 35 graus – no centro do Chile, os incêndios consumiram mais de 130 mil hectares de vegetação, plantações, florestas e casas em sete regiões.

Na última segunda-feira (23/01), a presidente do Chile afirmou que se trata do “maior desastre florestal da nossa história”, “com uma área afetada 20 vezes maior do que em 2016”. “Mas superaremos a emergência”, disse Bachelet, que cancelou sua participação na cúpula da Celac que aconteceu entre terça e quarta e uma visita ao Haiti devido aos incêndios.

O último relatório do Escritório Nacional de Emergência (Onemi) falava em 94 o número de incêndios florestais ativos no país, dos quais 64 estão em fase de combate e outros 30 sob controle. 

As sete vítimas fatais são um bombeiro e dois carabineiros, mortos enquanto trabalhavam na evacuação de habitantes em Maule, três brigadistas na mesma região e um agricultor que bateu com sua moto contra uma árvore enquanto lutava para evitar que um incêndio atingisse sua propriedade na região da Araucanía.

A Conaf (Corporação Nacional Florestal) ainda não sabe ao certo a origem dos incêndios, mas suspeita de “negligência, descuido ou má intenção”. “Nenhum incêndio florestal na zona central do Chile tem origem natural”, declarou a corporação.

Em Maule, uma das regiões mais atingidas pelos incêndios, pelo menos mil imóveis foram arrasados pelo fogo entre na madrugada desta quinta-feira na cidade de Santa Olga.

Estima-se que até sete mil pessoas tenham perdido suas casas em incêndios, cuja origem ainda não foi especificada: 'negligência, descuido ou má intenção', acredita autoridade florestal

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“Todo mundo teve que sair e Santa Olga queimou”, disse para a imprensa Carlos Valenzuela, prefeito da cidade de Constitución, a cuja jurisdição pertence Santa Olga.

Segundo Valenzuela, o fogo queimou os quartéis da Polícia e de bombeiros, escolas, um centro de atendimento médico e instalações industriais em Santa Olga.

Agência Efe

Incêndio se aproxima de vila de Vichuquen, na região de Maule

“Ninguém pode imaginar o que estamos vivendo em Constitución, a situação é dantesca. Perdemos casas também em Putú e em Cabezalillo”, acrescentou.

Segundo os primeiros relatórios, entre 6.000 e 7.000 pessoas perderam suas casas.

Também se viveu uma noite de muita tensão na cidade de Penco, de 50 mil habitantes, na região do Biobío, a 500 quilômetros de Santiago, que nas últimas horas da quarta-feira estava completamente rodeada pelas chamas.

Os bombeiros, brigadistas da Conaf e soldados militares que combatem o fogo, conseguiram evitar o avanço das chamas com aceiros em todo o perímetro.

Também voltou a operar nesta quinta-feira o Supertanker, maior avião-tanque do mundo, com capacidade para descarregar 73 mil litros de água, que na quarta-feira havia completado com sucesso seus primeiros voos no país.

Agência Efe

Supertanker sobrevoa incêndios em Hualañé, em Maule, nesta quinta-feira (26/01)

 

*Com Agência Efe