Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Organizações sociais, sindicatos e ativistas dos direitos humanos marcharam nesta quarta-feira (20/12) na capital argentina em rejeição ao plano de ajustamento e às medidas de austeridade econômica do Governo da extrema-direita Javier Milei.

Esta foi a primeira grande mobilização contra o plano econômico anunciado pelo presidente, que coincidiu com o aniversário da crise de dezembro de 2001, que levou à queda do então presidente, Fernando de la Rúa (1991-2001).

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A mobilização, além de condenar o plano de ajuste do novo governo, também busca defender o direito ao protesto e liberdade de expressão em resposta ao protocolo de ordem pública anunciado pelo Ministério da Segurança para desencorajar as manifestações que ocorreram hoje, ameaçando o corte de benefício social aos envolvidos nas marchas.

Entre as organizações que participaram da mobilização da marcha estão o Polo Obrero, a Frente de Esquerda, Pátria Grande, o Partido Comunista argentino, o Sindicato Ferroviário, a Memória, Verdade e Justiça, o Serviço Paz e Justiça e a Associação Sindical dos Professores.

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Primeiro protesto após vitória de Javier Milei em comemoração às manifestações conhecidas como 'crise de 2001' começou com repressão policial

Flickr/Gustavo Garello

Manifestantes marcham em Buenos Aires, Argentina, contra medidas de austeridade econômica em 20 de dezembro de 2023

Ainda que a manifestação tenha sido pacífica por parte dos manifestantes, houve dura repressão policial. Até o momento pelo menos três manifestantes foram presos. Enquanto o protesto seguia seu curso até a Praça de Maio, destino final da marcha, Milei monitorava a situação no Departamento de Polícia, acompanhado por vários funcionários de seu governo.

Os manifestantes reunidos na Praça de Maio começaram a dispersar a manifestação por volta das 18h00 locais, depois de um dia cheio de tensão devido ao protocolo antibloqueio, com diversas forças de segurança, promovido pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich.

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