Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O primeiro-ministro demissionário do Líbano, Saad Hariri, prometeu nesta terça-feira (14/11) voltar a seu país “nos próximos dois dias”.

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Em uma mensagem postada em sua conta no Twitter, Hariri, que está na Arábia Saudita desde sua repentina renúncia, em 4 de novembro, também afirmou que está “bem”. Sua família permanecerá em Riad.

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A demissão de Hariri, negada pelo presidente Michel Aoun, deflagrou uma nova crise no Oriente Médio envolvendo as duas maiores potências muçulmanas da região, a sunita Arábia Saudita e o xiita Irã.

Wikimédia Commons

Premier anunciou por meio de sua conta no twitter que voltará a seu país nos próximos dias

Renúncia de Hariri deflagrou crise envolvendo Arábia Saudita e Irã; premier anunciou por meio de sua conta no twitter que voltará a seu país nos próximos dias

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O primeiro-ministro chefia um gabinete de união nacional que inclui o Hezbollah, principal força política libanesa e apoiado pelo governo iraniano. As autoridades do Líbano e o grupo xiita acusam Riad de forçar o sunita Hariri a renunciar para desestabilizar o país e de mantê-lo como refém.

 O premier, que tem nacionalidade saudita e laços profundos com a monarquia, nega a acusação e diz ser alvo de ameaças de morte. Tanto ele quanto a Arábia Saudita se opõem à participação do Hezbollah na guerra civil na Síria, onde o grupo e o Irã lutam ao lado do regime de Bashar al Assad.

Teerã e Riad também estão em lados opostos no conflito no Iêmen, com a primeira apoiando rebeldes xiitas houthis e a segunda defendendo o governo sunita do país.