Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O promotor-geral da Bolívia, chefe do Ministério Público local, Mario Uribe, advertiu nesta quarta-feira (25/04), em Sucre, que tomará medidas judiciais contra qualquer autoridade que conceder um salvo-conduto para o senador de oposição Róger Pinto, asilado há 58 dias na Embaixada do Brasil em La Paz. A cidade de Sucre é a capital constitucional da Bolívia, e onde se localizam os principais órgãos de Justiça do país, como a Suprema Corte.

“Entendemos que o pedido de salvo-conduto, caso seja aceito, trará algum tipo de responsabilidade”, afirmou Uribe durante uma coletiva de imprensa. Segundo o promotor-geral, se essa medida não for tomada, poderá ser aberto um precedente perigoso para beneficiar qualquer funcionário público que se envolvesse em violações.

 

Róger Pinto, ex-senador de Pando, está desde o fim de maio na embaixada brasileira

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Uribe afirmou que está apenas cumprindo com sua obrigação em defender os interesses do Estado. “O Ministério Público fará valer os direitos dos cidadãos bolivianos. O que deve ser entendido nesse caso é que estamos em uma luta contra a corrupção. O Ministério Público será categórico e inflexível nas decisões e procedimentos a seguir no futuro”, afirmou.

Na terça-feira, a ministra de Comunicações Amanda Dávila disse ao jornal boliviano La Razón que o senador deveria deixar a embaixada para responder à Justiça. “O Brasil não vai retroceder e a Bolívia seguirá as regras internacionais. Portanto, a única possibilidade de o senhor Pinto sair da embaixada é por vontade própria para se defender nos tribunais”, declarou.

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O senador diz sofrer perseguição política por parte do governo de Evo Morales. No entanto, Pinto, que já foi governador de Pando, responde a 20 processos na justiça comum por corrupção e desacato.

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