Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Compartilhe:

Em conferência realizada em Cairo, capital do Egito, em outubro do ano passado, diversos países prometeram auxiliar financeiramente a reconstrução de Gaza após os mais de 50 dias de conflito durante a “Operação Margem Protetora”, realizada pelas Forças de Israel contra o grupo islâmico Hamas que resultou na morte de mais de 2 mil palestinos e 70 israelenses, em meados de 2014. Pelo menos 100 mil residências foram destruídas neste período.

Ajude Opera Mundi a conhecer o perfil das pessoas que nos leem

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Cerca de 5,4 bilhões de dólares foram prometidos, mas somente 300 milhões chegaram ao território, segundo declarou ao site IRIN uma fonte do gabinete do vice-primeiro-ministro Mohammad Mustafa, que tem liderado os esforços de reconstrução do governo palestino. “Devido à falta de doações, estão bloqueados grandes projetos de reconstrução de residências e de estradas”, declarou a fonte.

Agência Efe

Destroços de residências após ataque do Exército israelense no sul de Gaza

Apuração em tempo real Acompanhe os resultados

Na primeira semana de fevereiro, Egito e Noruega, países promotores da conferência realizada em outubro, pediram aos doadores que mantivessem suas promessas e enviassem os fundos para a reconstrução de Gaza. Na ocasião, Boerge Brende, ministro de Relações Exteriores da Noruega, afirmou que o atraso na entrega dos fundos estaria relacionado à queda do preço do petróleo. Entre os principais doadores estão o Qatar, que prometeu um bilhão de dólares, a Arábia Saudita (500 milhões) e os Emirados Árabes Unidos (200 milhões).

Países prometeram US$ 5,4 bilhões, mas somente US$ 300 milhões foram enviados; esforços de reconstrução estão parados por falta de fundos

NULL

NULL

No fim de janeiro, a agência da ONU para os refugiados palestinos, UNRWA, anunciou a suspensão do programa de assistência financeira na Faixa de Gaza por falta de recursos.

Itália quer reconhecer Palestina

O Parlamento da Itália votará, provavelmente nesta quinta-feira (19), uma moção de reconhecimento ao Estado Palestino. A medida foi elaborada pelos partidos Esquerda Ecologia e Liberdade (SEL) e o Partido Socialista Italiano (PSI) e conta com o apoio do Partido Democrático (PD), do primeiro-ministro Matteo Renzi.

 Segundo os parlamentares Erasmo Palazzotto (SEL) e Pia Locattelli (PSI), o objetivo da moção é “desbloquear as negociações que estão paradas”. “Nós pedimos o reconhecimento do Estado Palestino e não há motivações de outros tipos. Essa não é uma medida contra Israel”, declarou Palazzotto.

 A Embaixada israelense em Roma afirmou que “qualquer reconhecimento é prematuro e não fará nada além de encorajar os palestinos a não retomarem as negociações com Israel, causando um afastamento da possibilidade de paz”.

 Caso a moção, que tem valor simbólico, seja aprovada, a Itália se une a Portugal, França, Irlanda e Espanha – que já tomaram a mesma atitude no fim do ano passado.

 

*Com Al Jazeera, IRIN e Ansa

Mais lidas