Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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A Rússia não fornecerá sistemas de mísseis antiaéreos S-300 ao Irã, anunciou hoje (22/9) Nikolai Makarov, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas.

“Decidiu-se não fornecer S-300 ao Irã, já que, sem dúvida, esses [mísseis] estão constrangidos pelas sanções” internacionais contra a República Islâmica, disse Makarov, citado pelas agências russas.

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O Conselho de Segurança da ONU aprovou recentemente uma resolução punitiva contra o regime iraniano para impedir que o Irã desenvolva mísseis balísticos capazes de transportar armas nucleares.

Rússia e Irã assinaram em 2007 um contrato de comercialização de cinco sistemas de defesa antiaérea S-300, avaliado em US$ 800 milhões, mas o Kremlin suspendeu a operação por motivos políticos em meio à nova etapa de relações com os Estados Unidos.

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No entanto, em perguntado sobre uma possível ruptura do contrato, Makarov respondeu que isso estará sujeito à reação o regime iraniano. “Veremos. Isso depende do comportamento do Irã”.

Recentemente, o ministro de Defesa iraniano, Ahmad Vahidi, pediu à Rússia que cumpra seus compromissos e entregue ao Irã esses mísseis.

“A venda de equipamentos S-300 é um acordo defensivo que não tem nada a ver com as sanções do Conselho de Segurança da ONU, e os russos devem cumprir seus compromissos a este respeito”, ressaltou.

As autoridades iranianas afirmam que os S-300 não contrariam nenhum acordo internacional sobre venda ou proliferação de armas e advertem que a negativa russa a fornecer os mísseis prejudicará as relações bilaterais.

Os mísseis S-300 são considerados muito mais potentes que os sistemas antiaéreos Tor-M1 que o Irã comprou da Rússia por quase US$ 1 bilhão em 2005, contrato que Israel descreveu como uma “punhalada nas costas”.

O Irã deseja proteger com os sistemas antiaéreos russos suas instalações estratégicas – administrativas, industriais e militares – em caso de ataque por parte dos EUA ou de Israel.

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Rússia decide não fornecer ao Irã mísseis antiaéreos S-300

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