Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Especialistas cibernéticos do Serviço de Inteligência Militar da Ucrânia (GUR) hackearam o sistema de serviços públicos através do qual é realizada a votação eletrônica nas eleições presidenciais da Rússia, informou neste sábado (16/03) a agência de notícias ucraniana Ukrinform, pouco depois do partido do Kremlin, Rússia Unida, ter denunciado ataques informáticos.

Segundo fontes de inteligência citadas pela agência, os hackers do GUR conseguiram penetrar “todos os sistemas de proteção” e continuarão seus ataques contra o sistema até o fim da votação. Ao confirmar ao jornal Kyiv Independent as ofensivas cibernéticas, um funcionário do GUR disse, sem provas: “lá não tem eleições nem democracia, de qualquer modo.”

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Rússia diz estar resistindo

A chefe da Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia, Ela Pamfilova, afirmou na véspera que cerca de 10.500 ataques contra o sistema de votação eletrônica foram bloqueados desde o início do escrutínio, nesta sexta-feira (15/03).

Vladislav Nekrasov/REUTERS
Eleições na Rússia começaram na sexta-feira (15/03) e vão até domingo (17/03)
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O partido Rússia Unida também informou neste sábado que vem sofrendo ataques DDoS (negação de serviço) em grande escala em todos os seus serviços eletrônicos, mas garante que os está repelindo.

Desde a sexta-feira, Rússia realiza uma eleição presidencial, cujo resultado indica um novo mandato de Vladmir Putin, que comanda o país há 25 anos, permanecendo à frente do Kremlin pelo menos até 2030.

A única figura declaradamente de oposição, o político liberal Boris Nadezhdin, foi impedido de concorrer por tribunais russos, inclusive a Suprema Corte, após recurso. O pleito se estende até o domingo (17/03).

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