Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou nesta quinta-feira (08/04) que o bloqueio imposto pelos Estados Unidos à Venezuela impede que Caracas adquira, hoje, as vacinas necessárias para imunizar a população.

As declarações de Arreaza indicam que, sem as medidas coercivas unilaterais impostas por Washington, as vacinas anticovid de que o país necessita já teriam sido adquiridas. Arreaza disse que “se a Venezuela não tivesse seus recursos bloqueados no exterior, teríamos comprado 30 milhões de vacinas há três meses”.

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Nesse sentido, explicou que o país até agora recebeu pouco menos de 1 milhão de vacinas: 250.000 doses da russa Sputnik V e 500.000 da farmacêutica chinesa Sinopharm. “Não teríamos apenas as 30 milhões de vacinas, mas teríamos vacinado metade da população se não tivéssemos os mecanismos represados na banca internacional”, acrescentou.

Arreaza afirmou que, apesar dos pedidos de Caracas, o Reino Unido e os Estados Unidos continuam a não liberar os recursos do seu país bloqueados no exterior.

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“Para a compra de vacinas, a Venezuela exigiu a liberação de pelo menos US$ 300 milhões dos quase US$ 6 bilhões bloqueados pela imposição de sanções criminosas. Nem os Estados Unidos, nem o Reino Unido liberaram um dólar. Apesar deles, estamos agindo de outra forma com nossos aliados”, disse.

O chanceler afirmou que espera que a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) receba os recursos para a compra de vacinas na Venezuela, por meio do mecanismo Covax, “pelo qual vamos pagar”. A esse respeito, o diretor do Departamento de Emergências da OPAS, Ciro Ugarte, declarou que continuam as negociações e conversas para desbloquear os recursos da Venezuela no exterior e poder adquirir os medicamentos.

Neste momento, o país vive uma segunda onda de infecções por covid-19, que as autoridades sanitárias afirmam ser mais contagiosa e letal, e está relacionada à presença de cepas do vírus detectadas no Brasil.