Sexta-feira, 15 de maio de 2026
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O governo da Venezuela se pronunciou nesta sexta-feira (30/08) sobre as acusações que o presidente da Colômbia, Iván Duque, de que Caracas estaria “abrigando” os dissidentes das Farc (Forças Alternativas Revolucionárias do Comum) que deixaram a legalidade para retornar à luta armada.

Em nota oficial, o governo venezuelano expressa apoio “aos atores que protagonizam os acordos de paz” e os incentiva a “adotar todos os esforços para evitar mais sofrimento da população”. 

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O comunicado ainda responde às acusações feitas pelo presidente colombiano e afirma que “é insólito que Iván Duque, com absoluta desfaçatez, […] pretenda colocar sob terceiros países e terceiras pessoas sua responsabilidade exclusiva no desmonte planificado do processo de paz”.

“É necessário destacar que essa atitude não só coloca em risco a normalização da vida pública na Colômbia, mas também ameaça a paz e segurança regionais na América do Sul”, afirma o governo.

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Caracas também critica as “decisões calculadas e arbitrárias tomadas por Iván Duque que deram origem a inconcebíveis manobras institucionais que, longe de gerar confiança e segurança jurídica no Acordo de Paz, motivaram a negação de garantias necessárias, […] incluindo centenas de assassinatos seletivos de ex-combatentes e líderes sociais”.

Em nota oficial, governo venezuelano expressou apoio 'aos atores que protagonizam os acordos de paz' e os incentiva a 'adotar todos os esforços para evitar mais sofrimento da população'

Prensa presidencial

Em nota oficial, o governo venezuelano expressou apoio ‘aos atores que protagonizam os acordos de paz’

Recompensa por guerrilheiros

Nesta quinta-feira (29/09), Duque anunciou uma recompensa de 3 bilhões de pesos colombianos (aproximadamente US$ 860 mil) para informações que levam à captura dos guerrilheiros dissidentes.

Aliado político do ex-presidente de extrema direita Alvaro Uribe, que é conhecido por suas políticas de guerra declarada contra as Farc, Duque ainda fez acusações contra o governo da vizinha Venezuela e afirmou, sem provas, que o presidente Nicolás Maduro estaria “escondendo” os guerrilheiros.

“Os colombianos devemos ter clareza de que não estamos diante do nascimento de uma nova guerrilha, mas diante de ameaças criminosas de um grupo narcoterrorista que conta com o apoio e o abrigo da ditadura de Nicolás Maduro”, afirmou.