Clima, erupções vulcânicas e piscinas naturais tornam Islândia destino único no planeta

Para além da capital Reykjavík, ilha encravada no meio do oceano Atântico oferece parques com gêiseres e desertos formados por cinzas de vulcões

Se o homem ainda não chegou a Marte, ao menos pode se vangloriar de ter posto os pés na Islândia. Banhada pelo Atlântico e o Ártico e situada entre duas placas tectônicas, tem características climáticas e geológicas que fazem dela um destino sem similar na Terra. A natureza brinda os visitantes com o vislumbre de erupções vulcânicas, montanhas, negros desertos de lava seca, gêisers, cascatas, geleiras, rios glaciais de cor fosforescente, piscinas naturais geotérmicas e a aurora boreal.

Fotos: Marana Borges

Vista de parque na região de Landmannalauger, no sul da Islândia

O país está a pelo menos três horas da Europa e a pouco mais de cinco de Estados Unidos e Canadá (não há voos diretos saindo do Brasil), e o principal acesso é o aeroporto da capital Reykjavík (que fica localizado na cidade vizinha de Keflavík). Os dois equipamentos básicos para explorar a ilha são tênis de montanha e abrigo quente, ambos impermeáveis. Com eles, nem o vento, a chuva ou a lama desanimam as longas caminhadas.

Leia mais: Para superar crise, Islândia aposta em turismo e vê atividade virar principal setor da economia

Capital

Reykjavík, situada na zona mais quente do país, tem vida noturna agitada e diversas piscinas públicas aquecidas para a diversão de crianças e adultos. O melhor do país, no entanto, não está ali. Ao se distanciar da capital, o cenário muda de modo drástico: paisagens austeras de pouca vegetação mesclam-se com vultosas montanhas – e, outra vez, o deserto absoluto.


Desertos de origem vulcânica são onipresentes na Islândia

Alugar um veículo ainda é a opção preferida dos turistas, mas as excursões guiadas têm a vantagem de estar mais bem preparadas para intempéries climáticas. A rodovia principal margeia a costa do país e dá acesso aos mais importantes pontos turísticos. Outras zonas requerem carros mais potentes, e grande parte das rotas do interior é bloqueada durante o inverno.


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Partindo da capital, o passeio ao “Golden Circle”, no sul, pode ser feito em um dia. A região abrange o Parque Nacional Þingvellir – onde se situa o mais antigo Parlamento democrático do mundo, criado em 930 –, a catarata Gullfoss e a zona dos gêisers. Essas nascentes de água termal erupcionam e projetam de dentro da terra colunas de vapor e água quente.


Gêiser na região do vale do Haukadalur

Landmannalauger

Também no sul, porém mais no interior, está a região de Landmannalauger. De difícil acesso, o caminho que leva até ela passa por desertos negros e vales verdes, culminando em uma piscina natural de água térmica. Uma zona ideal para trilhas e campismo. Mais a oeste, fica o vulcão Hekla. Conhecido durante a Idade Média como “porta do inferno”, ele é o mais ativo do país.


Ida a vales rende caminhadas ao lado de ovelhas

O país tem a maior concentração de vulcões do planeta, e a Islândia tem sua história permeada por eles. Entre 1783-85, os efeitos devastadores do vulcão Laki dizimaram os rebanhos e um quarto da população. Durante o século XIX, outras erupções e o clima cada vez mais frio forçaram emigrações em massa para a América do Norte. Em 2010, foi a vez da fumaça do Eyjafjallajökull paralisar o sistema aéreo no hemisfério norte.

Sobrevoar de helicóptero um vulcão ativo é o ponto alto para os mais aventureiros e com orçamento robusto. Uma alternativa mais modesta é a visita guiada a vulcões inativos, que permite explorar profundas cavernas.


Em Landmannalauger há piscinas naturais de água quente

Num país com tanta água, não faltam esportes (mergulho, caiaque, pesca, esqui), nem balneários. O mais conhecido é, certamente, o luxuoso Blue Lagoon, a 45 minutos da capital. O nome vem da famosa lagoa de água do mar geotérmica que, graças à alta concentração natural de silício, algas e minerais, tem efeitos terapêuticos e de antienvelhecimento sobre a pele. Rodeada de campos de lava e a uma temperatura média de 38ºC, a lagoa ao ar livre atrai islandeses e estrangeiros em qualquer estação do ano.

Outro passagem obrigatória da viagem é observar baleias e golfinhos em alto mar, na região de Husavík, no norte. Os desejosos de ver pinguins podem se contentar com os “parentes” do norte, os puffins. Na plataforma de observação de Borgarfjörður Eystri, a leste, milhares de aves fazem ninhos no verão. 


O luxuoso spa Blue Lagoon, na Islândia; ao fundo, o vapor da central geotérmica

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