Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Compartilhe:

Argentina adota novas medidas restritivas para conter avanço da covid-19

Durante os próximos nove dias, ficam suspensas diversas atividades presenciais, como escolas e igrejas; país registrou aumento diário de infecções

Argentina adota novas medidas restritivas para conter avanço da covid-19

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou na noite desta quinta-feira (20/05) um novo pacote de medidas restritivas para tentar controlar a propagação de covid-19 em diversas regiões do país. 

“Estamos vivendo o pior momento desde que a pandemia começou”, disse Fernández em pronunciamento realizado em rede nacional. Com base em “todos os dados científicos”, o mandatário afirmou que a situação na Argentina é “gravíssima”.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Durante os próximos nove dias, a partir desta sábado (22/05), ficam suspensas todas as atividades presenciais sociais, econômicas, escolares, religiosas e esportivas. Está liberado apenas o funcionamento de serviços essenciais e de estabelecimentos que façam entregas em domicílio. A circulação de pessoas fica limitada aos trabalhadores dos serviços essenciais. 

A população em geral poderá circular apenas pelos arredores de onde moram, entre 6h e 18h (horário local), ou por razões justificadas com autorização prévia. Além da cidade de Buenos Aires, vários governos provinciais declararam que vão aderir às medidas. 

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

A princípio, as restrições vão até 30 de maio, valendo para todas as regiões que estão em estado crítico por conta da pandemia do novo coronavírus, o que inclui a capital. O país registrou mais de 35 mil infectados nos últimos três dias, elevando o total para quase 3,5 milhões contaminados, com pouco mais de 72 mil óbitos.

Durante os próximos nove dias, ficam suspensas diversas atividades presenciais, como escolas e igrejas; país registrou aumento diário de infecções

Alberto Fernández/Twitter

‘Estamos vivendo o pior momento desde que a pandemia começou’, disse Fernández ao anunciar as medidas

“Estamos tendo a maior quantidade de casos e de falecidos. Um recorde. Não podemos naturalizar a tragédia. Temos que assumir a gravidade deste momento”, disse.

Na sequência do aumento de restrições, entre os dias 31 de maio e 11 de junho haverá um relaxamento, voltando ao que estava em vigor até o dia 21, exceto pelo final de semana, nos dias 5 e 6 de maio, quando será adotado o formato mais restritivo. 

“Peço a vocês que não aceitem que essa realidade que devemos superar seja negada. Cada contágio e cada morte deve pesar e nos mover”, acrescentou o presidente da Argentina.

Auxílio financeiro

Para que as pessoas possam ficar em casa neste período e ajudar na redução das infecções, o governo argentino vai liberar 18 bilhões de pesos, cerca de R$ 1 bilhão, por meio de um cartão de alimentação. 

Um aumento no valor do salário complementar para trabalhadores de setores críticos e da saúde também foi estabelecido. Passa de 18 mil para 22 mil pesos, o equivalente de R$ 1 mil para cerca de R$ 1.240. 

Há, ainda, medidas para incentivar o desenvolvimento econômico, como a expansão do Programa de Recuperação Produtiva, dirigido a setores afetados pelo confinamento, da ordem de 52 bilhões de pesos, quase R$ 3 bilhões.

(*) Com Rede Brasil Atual. 

Mais lidas