Terça-feira, 27 de janeiro de 2026
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Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (20/09), a retirada, no início de novembro, das restrições de entrada no país para estrangeiros vacinados contra a covid-19. Mas os viajantes terão que se submeter a testes, feitos pelos menos três dias antes do embarque, além de rastreamento de contatos.

O anúncio foi feito por Jeffrey Zients, o coordenador da resposta da epidemia de coronavírus da equipe do presidente Joe Biden.

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Segundo a Casa Branca, o governo norte-americano não exigirá a vacinação para autorizar a entrada de crianças menores de 12 anos. As novas regras também não serão aplicadas aos viajantes que atravessam as fronteiras terrestres com o México e o Canadá.

“As viagens internacionais são essenciais para conectar famílias e amigos, para abastecer pequenas e grandes empresas, para promover o intercâmbio aberto de ideias e culturas”, disse o representante do governo norte-americano.

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As restrições de viagem começaram a ser impostas há 18 meses pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump quando teve início a pandemia de coronavírus. A decisão marca uma mudança significativa da parte de Biden e responde a uma grande demanda dos aliados europeus em um momento de relações diplomáticas tensas.

As fronteiras dos Estados Unidos estão fechadas para milhões de viajantes internacionais, inclusive para os vacinados, desde março de 2020, o que causa situações familiares difíceis, assim como uma crescente impaciência particularmente entre os europeus. Os EUA proíbem, atualmente, a entrada da maior parte dos estrangeiros que estiveram nos últimos 14 dias nos países do espaço Schengen, além da Irlanda, Chile, Índia, África do Sul e Brasil.

Com restrições impostas há 18 meses, viajantes realizarão testes, feitos pelos menos três dias antes do embarque, além de rastreamento de contatos

Darren McGee/ Fotos Públicas

Desde março de 2020, fronteiras dos EUA estão fechadas para milhões de viajantes internacionais

UE também restringiu entrada para norte-americanos

A União Europeia (UE) anunciou em 30 de agosto o retorno das restrições às viagens não essenciais ao seu território a partir dos Estados Unidos, embora tenha deixado aos Estados-membros a possibilidade de suspenderem a proibição para as pessoas totalmente vacinadas. No fim da tade desta segunda-feira, a Comissão Europeia comemorou a decisão americana, “muito aguardada.”

“Trata-se de uma medida esperada há muito tempo pelas famílias e os amigos separados, e é também uma boa notícia para as empresas”, segundo a mensagem publicada pela Comissão Europeia no Twitter.

Apesar de ser um dos países que iniciou com maior antecedência a campanha de  vacinação, e já ter cerca de 55% da população totalmente imunizada, os Estados Unidos não conseguiram evitar uma nova onda epidêmica impulsionada pela variante Delta. O vírus fará parte da vida cotidiana nos próximos anos, alertam as autoridades.

Na segunda-feira passada, a chamada média móvel para casos diários era de 172.000, seu nível máximo de aumento mesmo quando a taxa de crescimento e os casos estão diminuindo na maioria dos estados, de acordo com dados compilados pela ferramenta de rastreamento Covid Act Now. No entanto, mais de 1.800 pessoas continuam morrendo a cada dia e mais de 100.000 permanecem hospitalizadas com formas graves da doença.