Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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A emissora Al Jazeera anunciou nesta terça-feira (06/12) que denunciou Israel ao Tribunal Penal Internacional de Haia pela morte da jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, assassinada em maio passado em Jenin, na Cisjordânia, em confrontos com o Exército.

Segundo a imprensa local, a TV do Catar tem novas evidências que mostram soldados israelenses atirando diretamente contra a jornalista, atingida por um tiro na cabeça em 11 de maio, enquanto fazia sua cobertura usando um colete à prova de balas com a palavra “press” (“imprensa”) e capacete.

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“A tese de que Shireen foi morta por engano em uma troca de golpes é totalmente infundada”, disse a rede, especificando que as novas provas se baseiam em depoimentos inéditos de pessoas no local, na análise de vídeos e provas forenses.

A família de Abu Akleh expressou apoio à decisão da emissora por meio das redes sociais. “Meses após múltiplas solicitações terem sido submetidas ao Tribunal Penal Internacional, o órgão não conseguiu tomar medidas significativas”, afirmou a sobrinha da jornalista, Lina Abu Akleh.

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“Quando os estados individuais não estão dispostos ou incapazes de investigar as próprias atrocidades – como é o caso de Israel – é responsabilidade da comunidade internacional garantir que os crimes de guerra não fiquem impunes”, completou a familiar.

Em 5 de setembro, o Exército de Israel admitiu que existe uma “grande possibilidade” de que a jornalista tenha sido morta por uma bala disparada por um soldado de suas forças. A conclusão consta em um relatório divulgado pelas Forças de Defesa de Israel.

'Tese de que Shireen foi morta por engano em troca de golpes é infundada', apontam novas provas para caso de jornalista assassinada por exército israelense

Wikicommons

Família de Abu Akleh expressou apoio à decisão da emissora por meio das redes sociais

Também nesta terça-feira, após a decisão da emissora, o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, sugeriu que “autoridades internacionais e representantes da Al Jazeera investiguem o que está acontecendo com os jornalistas no Irã e nas regiões vizinhas onde a TV opera”.

Depois de recordar que “o cenário” dos acontecimentos foi “de guerra e que foi exaustivamente investigado”, Gantz ressaltou que “não há outro exército que opere sob padrões morais como o israelense”.

Oposição dos Estados Unidos 

Após o anúncio da emissora, os Estados Unidos afirmaram que “se opõem” à à decisão de pedir ao Tribunal Penal Internacional de Haia que investigue Israel e seu exército.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em uma coletiva de imprensa. Ele explicou ainda que os EUA acreditam que o Tribunal Penal Internacional “não tem competência para investigar” questões palestinas uma vez que Israel não faz parte da comissão e não reconhece sua jurisdição.

(*) Com Ansa