Quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
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A greve dos roteiristas dos Estados Unidos acabará nesta quarta-feira (27/09), anunciou o sindicato da categoria. A decisão foi tomada depois de uma votação ter aprovado de forma unânime o acordo fechado com os representantes dos estúdios.

O jornal New York Times informou que o Writers Guild of America (WGA), que representa 11,5 mil roteiristas de cinema e televisão, enviou aos seus membros um contrato provisório de três anos com empresas de entretenimento que aguarda ratificação.

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Os estúdios teriam concordado com algumas exigências da WGA por aumentos de salário, garantias de escrita de roteiros, royalties mais elevados para trabalhos de streaming e proteções contra “inteligência artificial”.

A mobilização dos roteiristas deixou Hollywood paralisada desde maio. No entanto, a greve dos atores continua e, no caso deles, as negociações com os estúdios ainda estão congeladas.

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Modelos de negócios 'propositalmente secretos'

A luta dos atores e roteiristas de Hollywood em melhores condições de trabalho reivindicavam diversos pontos, mas, segundo Eliza Paley, profissional de edição de som de produtos cinematográficos, outro tema também era necessário olhar: a forma de negócios das empresas de streaming.

Decisão foi tomada depois de ser aprovado de forma unânime o acordo fechado com os representantes dos estúdios; greve dos atores continua

Wikimedia Commons

Trabalhadores exigiam melhores benefícios e aumentos de salário, além de proteções contra Inteligência Artificial

Em entrevista a Opera Mundi, Paley disse que esse modelo “propositalmente secreto” era grande parte do problema que os sindicatos enfrentam em suas lutas. Isso porque, ainda de acordo com ela, antes era possível “medir a quantidade de dinheiro que os filmes traziam através das receitas de bilheteira e das vendas de DVD”, fazendo com que as entidades sindicais pudessem negociar uma “fatia do bolo”.

“Atualmente, o modelo de negócio destas empresas é propositadamente secreto. Não querem, de forma alguma, revelar onde e como estão ganhando dinheiro e, definitivamente, não querem compartilhar nada desse montante”, disse Paley, que também é integrante do Aliança Internacional de Empregados de Palcos Teatrais (IATSE, sigla em inglês), sindicato que representa os técnicos e trabalhadores da indústria audiovisual do Canadá e Estados Unidos.

Paley disse a Opera Mundi que a utilização de Inteligência Artificial foi uma “grande preocupação” quando os atores e roteiristas “percebem a possibilidade de suas imagens, vozes e ideias serem substituídas”. “Esta questão é, na verdade, universal, pois vemos como todos os nossos empregos podem e serão facilmente substituídos se for mais barato fazê-lo por IA e se o desejo das empresas for esse”, afirmou.

(*) Com Ansa.