Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O governo da Catalunha interrompeu nesta terça-feira (30/09) a campanha para o referendo de independência previsto para 9 de novembro, um dia após o Tribunal Constitucional espanhol suspender de forma cautelar a iniciativa.

Contudo, autoridades catalãs asseguram que a decisão foi tomada de forma “cautelar” e “temporal”, porque ainda não classificam como perdida a batalha judicial que travam com Madri.

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Efe

Manifestações contra independência da Catalunha da Espanha são frequentes em Madri

De acordo com Francesc Homs, porta-voz do presidente catalão, Artur Mas, já foi solicitada a suspensão e retirada do recurso conquistado por Madri.

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“Ontem nada terminou e a determinação do governo é de seguir em frente e cumprir com os compromissos”, declarou Homs ao El Pais. “O que geraria desilusão seria o governo regional chegar e dizer que o processo acabou. Não dissemos isso”, acrescentou.

Porta-voz de governo separatista assegura que batalha judicial contra Madri não está perdida para realizar consulta em novembro

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Nesta tarde, estão previstas diversas manifestações a favor do referendo na região. A partir das 19h locais (14h de Brasília), partidos separatistas devem tomar as ruas em vários pontos da Catalunha a favor da consulta para o dia 9 de novembro.

No mesmo dia em que foram divulgados os resultados do referendo na Escócia, que decidiu pela manutenção do país no Reino Unido, o Parlamento regional da Catalunha havia aprovado uma lei que serviria como marco legal à convocação de um plebiscito separatista.

Embora tenha tido resultado contrário à autonomia, o referendo na Escócia impactou nas regiões com forças internas de independência. No entanto, não são todos países que permitem esse tipo de referendo.

 No caso escocês, a decisão de uma consulta popular foi vinda de negociações entre o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o líder do governo da Escócia, o nacionalista Alex Salmond, e, portanto, teve um status legal entre ambas as partes.



Em situações como as da Espanha, a mesma força jurídica não prevalece. Em diversas situações, o governo espanhol declarou que não reconheceria um plebiscito na Catalunha, classificando-o como ilegal, apesar da pressão dos 7, 5 milhões de habitantes catalães, que detêm 1/5 da riqueza do país.

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