Segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, respondeu nesta terça-feira (13/07) uma publicação do presidente brasileiro Jair Bolsonaro que atacou  a ilha caribenha após o governo registrar protestos contrarrevolucionários neste domingo (11/07).

Rodríguez afirmou que Bolsonaro deveria “prestar atenção” aos casos de corrupção no Brasil “que o envolvem e não desviá-los olhando superficialmente a Cuba”. 

“O presidente do Brasil deveria consertar sua ação negligente que contribuiu para a infeliz morte de centenas de milhares de brasileiros devido à covid-19 e para o aumento da pobreza”, disse. 

Pelo Twitter, Bolsonaro publicou na tarde de segunda-feira (12/07) uma mensagem de um suposto apoio ao povo cubano após os protestos contrarrevolucionários registrados no país neste domingo.

Entre 200 e 400 pessoas, segundo os próprios manifestantes, ocuparam o centro de San Antonio de los Baños, a partir de uma concentração na praça da Matriz. Organizações da oposição cubana, sediadas em Miami, afirmam que as mobilizações alcançaram mais de 15 cidades. Os registros do governo cubano apontam para oito municípios, incluindo Havana, capital do país.

'Presidente brasileiro deveria consertar sua negligência que contribuiu para a infeliz morte de milhares devido à covid-19', disse Bruno Rodríguez

Reprodução/ @CubaMINREX

Rodríguez afirmou que Bolsonaro deveria ‘prestar atenção’ aos casos de corrupção no Brasil

O chanceler de Cuba também respondeu o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, afirmando que não “surpreende” as declarações do mandatário sobre a ilha, “denotando mais uma vez seu desconhecimento de nossa realidade”.

“A coragem e a liberdade do povo cubano são demonstradas há seis décadas diante da agressividade dos Estados Unidos e diante das provocações”, delcarou Rodríguez.

Protestos em Cuba 

Neste domingo, protestos foram convocados em Cuba por redes sociais com a hashtag #SOSCuba, começando na cidade de San Antonio de Los Baños, estado de Artemisa.

Logo após as convocatórias, o presidente da ilha, Miguel Díaz-Canel, visitou o município de San Antonio de los Baños para dialogar com a população. Ainda no domingo, o mandatário convocou os cubanos para sair às ruas e defender a revolução. 

“As ruas são dos revolucionários”, afirmou em transmissão televisiva em cadeia nacional.

Ainda na segunda, governos latino-americanos e do mundo, movimentos sociais e organizações políticas expressaram seu apoio ao povo e ao governo cubano diante do que está sendo chamado, por parte do governo da ilha e de aliados, de “campanha difamatória promovida pelos Estados Unidos” após os atos de violência no domingo em várias cidades do país.